Mogli - O Menino Lobo: crítica do filme

Versão live action de animação da Disney fica no meio do caminho entre fofura e selvageria

Divulgação
Cena do filme 'Mogli - O Menino Lobo', de Jon Favreau

 A falta de criatividade de Hollywood não é algo novo. Porém, de tempos em tempos, uma enxurrada de refilmagens ou continuações fora de propósito invadem os cinemas. Seria o caso fazer uma versão live action da famosa animação Mogli - O Menino Lobo (1967)? A Disney achou que sim. Porém, a releitura baseada no clássico de Rudyard Kipling fica no meio do caminho entre a infantilidade do desenho e a crueza da versão, digamos, mais realista.

É claro que há pontos altos como o competentíssimo elenco formado por atores como Ben Kingsley, Bill Murray, Christopher Walken, Idris Elba, Lupita Nyong'o, Scarlett Johansson e Giancarlo Esposito (o Gus Fring de Breaking Bad), mas o clima do filme nunca se decide pela selvageria darwinista da lei da selva e momentos fofinhos onde o homem e os outros animais são amiguinhos fieis.

Essa indecisão objetivando agradar a todos acaba por afastar determinadas faixas etárias em momentos distintos do filme, transformando o resultado final em algo de difícil definição. O certo é o filme dirigido por Jon Favreau (dos dois primeiros Homem de Ferro) está longe de ser ruim, mesmo que sempre falte alguma coisa. No entanto, há momentos de pura diversão. As crianças vão adorar os momentos entre Mogli e o urso Baloo – pincipalmente na indefectível canção ‘Somente o Necessário’ – e os adultos mais ligados darão sorrisinhos ao ver a cena em que é apresentado o imenso orangotango Rei Louie, uma brincadeira com a fantasmagórica aparição do Coronel Kurtz em Apocalipse Now (1979).

Escrito por Rafael Argemon
 

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