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X-Men: Apocalipse - crítica do filme

Mesmo com problemas, título ainda é um bom filme pipoca 

No meio do fogo cruzado entre os dois grupos de super-heróis – Vingadores e Liga da Justiça – que se digladiam nas bilheterias e nos corações de fãs da Marvel e da DC, os X-Men conseguiram uma certa independência dentro dessa guerra. Mesmo quando resolveu dar um reboot na franquia, mudando muitas coisas em relação aos quadrinhos, o diretor Bryan Singer continua fiel à essência do grupo criado por Stan Lee: a inadequação. Adolescentes ou adultos, os mutantes, por mais que tenham poderes incríveis, nunca se sentem parte da sociedade, trazendo uma vulnerabilidade bem interessante a esse universo de seres superpoderosos.

No entanto, a fórmula começa a se desgastar. Se por um lado as (muitas!) cenas de luta continuam empolgando, o tom choroso e melodramático (que sempre esteve presente nas HQs, diga-se) soa repetitivo após seis filmes. Além do fato de que ninguém envelhece! O Charles Xavier de James McAvoy e o Magneto de Michael Fassbender não mostram qualquer marca de tempo, mesmo com a passagem de décadas dessa nova trilogia, que começa nos anos 1960 e neste X-Men: Apocalipse se situe nos anos 1980.

A história aqui é bem simples e direta, como sempre foi na realidade novelesca dos X-Men. E isso é uma boa notícia. A má é que nem tudo funciona a contento. Longo demais, o filme possui algumas sequências dispensáveis. Como uma protagonizada por Mercúrio que é quase uma cópia do anterior, e outra que serve apenas para mostrar o queridinho do público: Wolverine. Além disso, Sophie Turner não convence como a nova Jean Grey. Com o visual quase igual ao de Game of Thrones, é difícil não associá-la a Sansa Stark toda vez que ela aparece na telona. Ah, e Jennifer Lawrence também não funciona como uma Mística à la Katniss Everdeen.

X-Men: Apocalipse é um bom filme pipoca, e é isso que se espera dele. Problemas aqui e ali sempre vão existir, mas que não chegam a comprometer o resultado final: uma clássica aventura de super-heróis contra um super-vilão cheia de efeitos especiais e lições de moral.

Escrito por Rafael Argemon
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