Time Out São Paulo

Esquadrão Suicida: crítica do filme

99% vilões, mas aquele 1%... 

Vamos deixar uma coisa clara antes de começar: Esquadrão Suicida é tão gangsta quanto o Justin Bieber. Aliás, a letra de ‘Baby’ tem mais profundidade que o roteiro creditado ao diretor David Ayer, mas que eu aposto todas as minhas economias que foi escrito pelo algoritmo do Netflix.

A história, quase inexistente, pode ser resumida em pouco mais de uma frase: Amanda Waller (Viola Davis), agente durona de alta patente do governo americano, acha que a Terra da Liberdade deve combater os bad guys com outros bad guys. Assim, se der ruim, todos saem ganhando. Mas acabamos descobrindo que os brutos amam e que nossos vilões não são tão maus assim.

Tudo em Esquadrão Suicida é puro bullshit. A garota empoderadora Harley Quinn (Margot Robbie) não passa de uma mulher capacho do Coringa (Jared Leto – que aqui lembra mais seus tempos na horrorosa banda emo 30 Seconds to Mars) e que no fundo quer ser apenas uma dona de casa. Outro exemplo é o Deadshot de Will Smith. Ele é um assassino frio que só pensa em dinheiro, mas vá... Também é um cara legal e que faz tudo por sua filinha fofinha. Os outros personagens da gangue são apenas escadas para gags ou, no caso de El Diablo (Jay Hernandez), um discurso moralizador perto do clímax do filme.

Não espere nada mais badass desse filme que algumas músicas de sua trilha sonora. Tanto que ele ganha aqui mais uma estrelinha só porque toca ‘House Of The Rising Sun’, ‘Sympathy for the Devil’, ‘Back In Black’ e ‘Super Freak’. Ah, e também porque (surpresa!) não tem quase três horas de duração, como a grande maioria desses irritantes filmes de super-heróis.

Escrito por Rafael Argemon
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