Quando as Luzes se Apagam: crítica do filme

Filme diverte, mas não chega ao patamar de destaques do terror atual

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O terror sempre foi um dos gêneros mais abertos à inovação dentro do cinema. Principalmente por sua eterna aura “B”. A matemática é simples: Quando não se tem dinheiro, apela-se para a criatividade (algo raro no cinemão atual). O resultado positivo dessa fórmula pode ser comprovado na qualidade de produções atuais como Corrente do Mal (2015), The Babadook (2014), A Bruxa (2015), Invocação do Mal (2013), entre outros. Quando as Luzes se Apagam (2016) poderia muito bem entrar para esse time, mas mesmo acertando em alguns aspectos, não alcança o mesmo patamar dos filmes citados.

Na história, o menino Martin (Gabriel Bateman) sofre com as crises depressivas de sua mãe, Sophie (Maria Bello), que anda pela casa conversando com uma pessoa imaginária. Sem conseguir dormir, o garoto acaba chamando a atenção da assistente social de sua escola, que entra em contato com Rebecca (Teresa Palmer), meia-irmã mais velha de Martin, que passou pelos menos problemas quando seu pai abandonou a família. Ao ir a casa de Sophie, com quem não tem mais contato, Rebecca percebe que há algo de errado, e que essa situação é culpa de Diana (Alicia Vela-Bailey), o fantasma de uma garota perturbada que foi amiga de sua mãe quando ela era interna de uma manicômio.

A ideia de usar o medo do escuro – talvez a fobia mais primitiva do ser humano – e fazer disso uma alusão à depressão e o abandono é ótima. Pena que a intenção é bem mais interessante que o resultado final. A culpa pode ser dividida entre algumas soluções toscas da trama (como a descoberta de toda a história de Diana em uma simples caixa de papelão em um canto da casa), diálogos bregas e alguns atores bem fraquinhos. Porém, esses “defeitos” podem até ser encarados como algo bom, dependendo do ponto de vista. Eles dão até um ar kitsch ao filme. Um charme que só as produções de terror têm.

Escrito por Rafael Argemon
 

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