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Invasão Zumbi: crítica do filme

Filme coreano diverte com seus (muitos) exageros 

O que há de novidade em um filme de zumbis? Nada. Mas a sempre um “porém”. Esse é o caso de Invasão Zumbi, primeiro filme de live action de Sang-ho Yeon, diretor das ótimas animações The King of Pigs (2011) e The Fake (2013), além de um prequel em animação de Invasão: Seoul Station (2016).

A diferença de títulos mais clássicos do gênero é que aqui os zumbis correm. Mas até isso também não é novo, pois já vimos algo bem parecido em Extermínio (2002) e Guerra Mundial Z (2013). Porém, quem não está acostumado a ver filmes coreanos pode estranhar, mas a graça é exatamente essa, se deixar levar por diferenças culturais tão radicalmente diferentes das nossas.

Na trama, o workaholic Seok Woo não tem uma relação muito próxima com sua pequena filha Soo-na. Após muita insistência da garota, ele resolve levá-la para passar um tempo com sua ex-mulher, mãe da menina, que mora na cidade de Busan. Pouco antes de embarcar no trem que os levará até lá, uma estranha doença começa a se espalhar rapidamente pela Coreia, transformando os infectados em zumbis raivosos. E as coisas começam a complicar quando uma passageira infectada acaba embarcando.

Os “exageros” orientais podem cansar um espectador ocidental menos afeito a encarar essa aventura, mas é impossível não se divertir com Invasão Zumbi. Choradeiras em profusão, ação desenfreada, sangue aos borbotões, situações deliciosamente caricatas... Tudo isso (e muito mais!) você encontra aqui. O conselho é se acomodar na poltrona e curtir.

Escrito por Rafael Argemon
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