Time Out São Paulo

The Handmaiden: crítica do filme

Chan-wook Park ainda corre atrás do sucesso de 'Oldboy' 

Após tomar o mundo de assalto com Oldboy (2003), Chan-wook Park bem que tentou manter o status de diretor superstar, mas sucessivas decepções – que começaram em Lady Vingança (2005), capítulo final de sua trilogia precedida por Mr. Vingança (2002) e Oldboy – logo fizeram a poeira do sucesso baixar. The Handmaiden é mais uma de suas tentativas frustradas. Porém, muito melhor que os fraquíssimos I'm a Cyborg but That's OK (2006) e Segredos de Sangue (2013), sua primeira (e provavelmente última) produção americana.

Na década de 1930, durante a ocupação japonesa na Coreia, a jovem Sookee (Kim Tae-ri) é contratada para trabalhar na mansão de uma rica e frágil herdeira nipônica, Hideko (Kim Min-Hee), que vive junto com seu autoritário e misterioso tio. Mas Sookee não é o que aparenta ser. Ela é, na verdade, comparsa de um vigarista que pretende conquistar o coração de Hideko. No entanto, as coisas começam a mudar quando Sookee cai de amores por sua patroa e descobre o que realmente acontece naquela casa.

Excessivamente longo e planejado demais, The Handmaiden se perde nas idiossincrasias de seu diretor. Tudo muito estilizado e calculado, mas extremamente fugaz. Com um quê de Schnitzler, pitadas de 'Ligações Perigosas', um tantinho de soft porn lésbico e umas doses daquela sanguinolência que Park tanto gosta, esta é uma obra mais indicada aos fãs mais ardorosos do cineasta coreano.

Escrito por Rafael Argemon
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