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Kong - A Ilha da Caveira: crítica do filme

Título diverte por não ter vergonha nenhum em ser um filme B.

Kong: A Ilha da Caveira tem muito mais em comum com os filmes clássicos do Godzilla (até mais do que você imagina!) do que com a primeira aparição do gorila gigante na telona, em 1933. E isso pode ser bom ou ruim, dependendo do que você espera do filme de Jordan Vogt-Roberts, diretor que tinha apenas um longa no currículo, a ótima comédia independente Os Reis do Verão (2013). Se o que você quer é um típico filme B cheio de referências pop e sem vergonha de ser pura diversão, pode prepara o baldão de pipoca!

O fato de ser ambientado no início da década de 1970, durante a retirada dos americanos da Guerra do Vietnã, já é uma ótima sacada. Isso porque, além de dar à trama aquela aura vintage da época de ouro dos filmes de monstros, deixa espaço para uma trilha recheada de petardos roqueiros setentistas, como ‘Paranoid’ (Black Sabbath), ‘Down on The Street’ (The Stooges), ‘Ziggy Stardust’ (David Bowie), entre outros. Ah, e a trilha traz até um samba rock de Jorge Ben – que ainda não tinha o 'Jor' no meio – de lambuja.

Na história, o desacreditado cientista Bill Randa (John Goodman) consegue convencer um senador americano a liberar um grupo de militares – liderados pelo herói de guerra Preston Packard (Samuel L. Jackson) – para garantir a segurança de uma expedição a uma ilha no sudeste asiático que ainda é totalmente desconhecida da civilização. Além dos soldados, Randa contrata o especialista em sobrevivência na selva James Conrad (Tom Hiddleston). Completa o grupo a fotojornalista Mason Weaver (Brie Larson). Chegando lá, eles dão de cara com o nada amigável Kong, um gorila do tamanho de um prédio que é o “rei” da ilha, um local infestados das mais variadas criaturas ameaçadoras (e gigantescas!) e uma tribo de humanos que acolheu o piloto Hank Marlow (John C. Reilly), que teve seu caça abatido na região durante a Segunda Guerra Mundial.

O grande mérito de Kong: A Ilha da Caveira é não se levar a sério. Tanto que o filme patina apenas em alguns (poucos) momentos sentimentalóides. Mas nada que comprometa a resultado final: Um filme pipoca cheio de ação, humor (voluntário e involuntário) e que se orgulha em ser um pastiche – às vezes até cartunesco – que faz homenagens a títulos mais “respeitáveis”, como Apocalipse Now (1979) e Parque dos Dinossauros (1993), além, é claro, das aventuras do lagartão nipônico Godzilla da década de 1960. Aliás, os dois monstros já se encontraram anteriormente em King Kong vs. Godzilla (1962).

AVISO IMPORTANTE: Espere pela cena após os créditos.

Escrito por Rafael Argemon
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