Time Out São Paulo

Vai de cada um

Time Out São Paulo registra o primeiro evento de hipismo da maison francesa Hermès no Brasil

O conceito de luxo, você sabe, vai do gosto. Enquanto algumas grifes caríssimas vestem garotas bronzeadas com modelos mínimos que serão desfilados, provavelmente, pelas praias de Ibiza, outras atrairão mulheres que preferem discrição e, sobretudo, tradição para serem ostentadas em eventos clássicos. No evento que atraiu poderosos e very important people, a 1ª Copa Hermès de Hipismo, no mês passado, o segundo grupo foi predominante. Afinal, a luxuosa fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, interior do Estado, não foi escolhida à toa para receber, em quase 200 anos de vida, uma das programações de hipismo da Hermès fora da França pela primeira vez.

Para ter uma ideia da influência da maison francesa, dizem que na gravidez de Grace Kelly, a princesa de Mônaco, de sua primeira filha, a princesa Caroline, Grace disfarçou a barriguinha com uma bolsa Hermès para evitar especulações da imprensa sobre sua condição. Tempos depois, a bolsa foi rebatizada como Kelly Bag – um dos modelos mais famosos da Hermès que, junto com a Birkin Bag (em homenagem à cantora e atriz inglesa Jane Birkin), não são apenas símbolos de riqueza, mas de bom gosto, tradição e alta sociedade.

De volta ao evento da Fazenda Boa Vista – em que foi distribuído R$ 175 mil reais em prêmios e que teve o cavaleiro André Américo de Miranda como o grande vencedor – até o tempo chuvoso, que insistia em permanecer nos dias que antecederam à copa, deu trégua e um belíssimo sol com clima do melhor verão de janeiro se manteve durante todo o fim de semana. Helicópteros levavam e traziam convidados, que passaram o período cheio de mimos, com drinques e comidinhas sofisticadas servidas por garçons e garçonetes impecavelmente engomados.

Um autêntico retrato irreal do país, como bem apontou Pascale Mussard, herdeira da sexta geração da Hermès e diretora criativa do mais novo projeto da marca, a linha infantil Petit H. Sei que isso aqui não é o verdadeiro Brasil. Nós também, Pascale, nós também.


Stephanie Choate, 26 anos, escritora
Estilo Misturo peças mais pesadas com outras leves, como calça de couro com camisa de seda. SE NÃO ESTIVESSE AQUI Estaria em casa, brincando com meu cachorro, o Dolce Bacana.
ser CHIC EM SP É não ter horário e ser low-profile. POR TRÁS DO FIGURINO Coleciono tudo que tenha imagens de caveiras. Tenho mais de 30.


Beatriz Duarte Lana, 34 anos, médica
Estilo Depende da ocasião, mas gosto de roupas coloridas e mais modernas. Sigo conselhos das minhas amigas.
SE NÃO eSTIVESSE AQUI Estaria correndo no
Parque do Ibirapuera
. ser CHIC EM SP É aproveitar
o dia e as atrações culturais da cidade.
POR TRÁS DO FIGURINO Há alguém que adora fotografar.
Nunca fiz nenhum curso, mas é minha paixão.


Pascale Mussard, 54, herdeira da Hermès
Estilo Adoro misturar o simples com o sofisticado e começo a me vestir a partir de uma peça, como este colar que meu filho, Dimitri, comprou de um pescador em Parati. SE NÃO ESTIVESSE AQUI Estaria trabalhando na minha próxima coleção, que será lançada em 6 de dezembro em Paris. 
ser CHIC EM SP Ir à feira bem cedo e comer pão de queijo quentinho. POR TRÁS DO FIGURINO Sou uma colecionadora de elefantes de decoração. Tenho mais de 1.000 peças.


Alexandre Birman, 35 anos, empresário
Estilo Uma mistura de clássico e contemporâneo. Na hora de me vestir, sempre começo pelo sapato.
SE NÃO ESTIVESSE AQUI
Estaria terminando meu treino de triathlon. Hoje pedalei só 30 km, em vez dos 60 km que costumo pedalar aos sábados.
ser CHIC EM SP Ser discreto.
Nada de ficar ostentando com carrão. A cidade não comporta esses tipos
de veículos. POR TRÁS DO FIGURINO Adoro cerveja.
Prefiro cerveja a qualquer vinho ou champagne.

Escrito por Maria Eugênia Tomazini
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