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Joias de borracha

Táteis, divertidas e mais baratas que as de metais preciosos, elas também têm o seu brilho, e ganham espaço


Com seu charme leve, suave, de textura divertida e de natureza altamente maleável, a borracha está, mais uma vez, a serviço de designers brasileiros por seus excelentes efeitos. E não estamos falando das Havaianas – preferência nacional e disputadas a tapa por estrangeiros antenados pelo mundo –, ou das Melissas, alçadas a item fashion por estilistas nacionais e internacionais já há algum tempo.

Cumprindo sua função e indo além, a borracha vem atendendo ao movimento pop, substituindo de forma divertida e amigável metais como prata, ouro e outros materiais menos nobres, facilitando o manuseio e criando novas possibilidades de cortes e moldes.
Tudo isso, sem contar o fato de que o material é apreciado por ser menos agressivo ao meio ambiente – embora há quem discorde, dependendo do ponto de vista. A relação histórica do Brasil com a borracha também a coloca em evidência, uma vez que sua extração se deu até o fim do século 19, um negócio altamente lucrativo e de trajetória polêmica.

Desde 2001, o designer carioca Marzio Fiorini utiliza o PVC com textura de borracha para criar suas peças. Ele já teve seu trabalho exposto no Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York, e no Pompidou, em Paris. Atualmente, ele planeja o lançamento da coleção batizada de ‘Tutti Frutti’ (foto abaixo, à esq.), que faz referências à colorida linha da marca francesa Cartier e ao filme The Lady in the Tutti Frutti Hat, com Carmen Miranda.

O designer Maurício Trentin prefere utilizar o neoprene – um tipo de borracha sintética, bem conhecida pelos surfistas – nos colares que produz, que são invariavelmente foscos e pretos. As peças variam do clássico, em releituras bem-humoradas do colar de pérolas (foto à dir.), aos traços de grafismo, para quem prefere toques mais modernos. As peças custam R$ 220.

O trabalho dos artistas plásticos Lia Menna Barreto e Mauro Fuke, criadores da marca TUN (‘fazer’, em alemão), também são destaques. Desde 2009, os profissionais criam o que chamam de “acessórios contemporâneos para o corpo”. O resultado são peças únicas, difíceis de se tornarem ultrapassadas e que podem ter a ‘sua’ cara – a dupla é adepta do trabalho ‘colaborativo’ e produz suas criações a partir da sugestão dos clientes. Não à toa, quando prontas, recebem o nome do ‘colaborador’.

As peças servem para qualquer idade e, melhor ainda, tanto para homens como mulheres. As joias podem ser encontradas no site da marca (designtun.com.br) ou em lojas como a da estilista Fernanda Yamamoto. Por ali há versões engraçadas dos anéis de ‘diamante’ (R$ 15) e grandes gargantilhas (R$ 176), a maioria na cor preta, com algumas variações em cru e vermelho. Vão dominar qualquer visual do dia.

Onde encontrar
Marzio Fiorini – No site do artista, marziofiorini.com.br; Maurício Trentin – Esencial R. Araçari, 246, Itaim Bibi, 3168-5601. TUN – No site da marca, designtun.com.br ou na loja Fernanda Yamamoto R. Aspicuelta, 441, V. Madalena, 3032-7979. fernandayamamoto.com.br

Escrito por Maria Eugênia Gonçalves
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