GP Brasil 2014

7 Nov 2014- 9 Nov 2014

A briga pelo título entre Hamilton e Rosberg chega a seu ápice no Brasil, lugar onde F-1 e emoção são sinônimos

Beto Issa/Divulgação

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 É curioso que um esporte de elite como a Fórmula 1 gere tanta comoção em um país como o Brasil, com abismos entre as classes sociais e apaixonado até os ossos por futebol. Os estrangeiros podem não saber, mas uma das características mais fortes da torcida brasileira é que, para ela, o que importa é vencer. Aqui, o vice-campeão tem o mesmo status do último colocado.

Talvez seja por estar acostumado a ver a bandeira verde e amarela tremulando no topo do pódio da categoria desde os anos 1970 – com o desbravador Emerson Fittipaldi, passando pelo irreverente Nelson Piquet e culminando no lendário Ayrton Senna – que o amor pela Fórmula 1 esteja enraizado no coração do brasileiro. Nos últimos anos, o país não viu um filho seu ser campeão, mas é aí que entra outra particularidade do torcedor local nessa equação: não adianta vencer se a vitória não for fruto da arte, da habilidade de ganhar mostrando toda ginga, dando show.

Por isso, mesmo sem grandes ídolos no esporte atualmente, a briga entre os companheiros da Mercedes pelo título no circuito – que dessa vez não fechará o calendário da categoria – ainda leva multidões ávidas por provas espetaculares como as de 2007, quando o finlandês Kimi Raikkonen, o menos cotado entre os aspirantes ao título surpreendeu a todos, e de 2008, quando o britânico Hamilton tirou a taça das mãos do brasileiro Felipe Massa na última curva da última volta.

A briga entre Hamilton e Rosberg pega fogo. Para o delírio da torcida local, que entre muitos copos de cerveja, vibra mais do que qualquer uma do mundo com mudanças bruscas no destino de uma corrida.

Seja pela rivalidade entre o piloto inglês e o alemão, seja pelo clima inconstante de São Paulo, onde períodos de sol forte e chuvas torrenciais se revezam com rapidez impressionante, os brasileiros torcerão como nunca por uma prova emocionante. Não importa que o vencedor seja um dos dois pilotos da Mercedes, como é mais esperado. Aqui, o espetáculo – do qual a torcida é um fator essencial – é o que importa.

A BOA E VELHA INTERLAGOS
Para os novatos, o Autódromo José Carlos Pace (nome completo de Interlagos) pode parecer um primo pobre e idoso dos novos e lustrosos circuitos da Fórmula 1, como Abu Dhabi e Xangai. Mas é uma das pistas mais veneradas do esporte – o Grande Prêmio do Brasil acontece em um fim de semana aguardado com ansiedade no calendário anual de corridas, graças à fama de festeiro do país.

Em dias de competição, o ambiente em Interlagos é prova suficiente de que os brasileiros sabem mesmo se divertir. A coisa começa cedo, com as pessoas tomando muita cerveja até o início da corrida, depois de encontrar um bom lugar para sentar. E continua longe da pista, quando, pelo que dizem, a indústria paulistana do sexo vai ao extremo para atender à demanda, apesar dos reforços que chegam de fora da cidade.

Mas o segredo do encanto que Interlagos exerce sobre a comunidade do esporte é algo cada vez mais raro na Fórmula 1: trata-se de um local cheio de história. Muitos dos pilotos mais famosos da modalidade correram e venceram nessa pista, famosa por produzir disputas memoráveis e – graças à sua posição no encerramento do calendário da modalidade –, por coroar novos campeões. É também o mesmo autódromo onde Ayrton Senna venceu em 1991 e 1993, após se aperfeiçoar quando criança na pista de kart que fica atrás do circuito principal.

Preocupações com a segurança fizeram com que muitas das sedes tradicionais do esporte fossem modernizadas e ficassem irreconhecíveis. Por outro lado, os planos do chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, de conquistar novos mercados no Oriente Médio e na Ásia levaram à construção de uma série de novas pistas que são repudiadas pelos fãs e comentaristas como produtos estéreis criados para as necessidades da televisão. Em contraste, Interlagos é cercado pela imensidão de São Paulo e não sofreu nenhuma reforma radical, o que ajudou a preservar o seu mistério.

Mas seus dias como pista ‘vintage’ estão contados: em outubro de 2013, o prefeito Fernando Haddad assinou um contrato com Ecclestone que assegura a continuidade da Fórmula 1 em São Paulo até 2020, desde que o autódromo seja atualizado de acordo com os padrões internacionais. Como parte do acordo, Haddad se comprometeu a concluir as reformas até o Grande Prêmio de 2015. Neste ano, as mudanças mais expressivas aconteceram nos boxes, que ganharam uma entrada mais longa e segura, mas as trocas de pneus e reabastecimento dos carros tornam-se mais demorados. Entre outras novidades, destacam-se a do S do Senna, que ganhou uma nova área de escape, e o novo recapeamento da pista.

PROGRAME-SE

SEXTA-FEIRA 7/11
10h/11h30 F1 Treinos livres (1ª sessão)
14h/15h30 F1 Treinos livres (2ª sessão)

SÁBADO 8/11
11h/12h F1 Treinos livres (3ª sessão)
14h/15h F1 Classificação

DOMINGO 9/11
12h30 F1 Formação do Grid de Largada
14h 43º GP do Brasil de Fórmula 1

COMO CHEGAR

De Trem
Pegue a linha 9 da CPTM (Esmeralda) sentido Grajaú e desça na Estação Autódromo. São 600 metros até o local. Na dúvida sobre o caminho, é só seguir a multidão.

De ônibus
A SPTrans ainda não disponibilizou os horários dos ônibus para o autódromo. Verifique no siteoficial sptrans.com.br.

De taxi
Informe o Autódromo de Interlagos como destino. Para voltar, haverá táxis na área.

De carro
Siga as placas pela Avenida das Nações Unidas e pela Avenida Interlagos.

Serviço

Autódromo de Interlagos


Endereço Av. Senador Teotônio Vilela, 261

Interlagos, São Paulo 04801-010

Telefone (11) 5666-8822

Site de Autódromo de Interlagos

Preço R$ 695,00-R$ 11.600,00.

Data 7 Nov 2014- 9 Nov 2014

Horário de abertura Sex., 10h-15h30; sáb., 11h-15h; dom., 12h30-14h.

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Mapa


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