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Próxima parada, Copa do Mundo

O Brasil passou no teste da Copa das Confederações, mas tem muito a melhorar


A Copa das Confederações trouxe para o Brasil o clima de Copa do Mundo. O campeonato que terminou em 30/6 foi apenas o menor dos três grandes eventos esportivos a serem sediados no país nesta década, mas seu placar foi positivo – injetou animação nos torcedores e uma certa tranquilidade nas entidades organizadoras da Copa do Mundo.

A seleção brasileira chegou ao torneio desacreditada por muitos. A troca de técnico em novembro passado trouxe dúvidas e os últimos resultados geraram vaias. Era preciso mais raça, mais vontade. E foi isso que a equipe apresentou na Copa das Confederações.

Com a vitória na final contra a temida Espanha, o time reconquistou a confiança em si mesmo. Neymar, o menino que precisava se firmar para corresponder ao status de estrela da sua geração, marcou quatro vezes nos cinco jogos, com direito a golaços e passes dignos de quem veste a camisa 10 que um dia foi de Pelé. Fred, o camisa 9, recebeu a aprovação até de Ronaldo, que fez história com o mesmo número na amarelinha. O técnico Felipão parece ter encontrado a base do time para a Copa do Mundo, e deve mantê-la nos amistosos contra a Suíça e Portugal no segundo semestre de 2013.

Se como seleção, o Brasil surpreendeu, como país-sede sua performance foi a esperada. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que o teste foi completado com sucesso, mas não deixou de apontar o que precisa ser melhorado.

As manifestações que tomaram todo o país durante a Copa das Confederações evidenciaram ainda mais o que pode afetar o próximo evento. O transporte deficiente, motivo do início dos protestos, precisa ser resolvido. A distribuição dos ingressos, que gerou longas filas, foi considerada um fracasso.

Nos estádios, chegou a faltar comida, os preços dos lanches e bebidas foram considerados altos demais, os sinais de celular e Wi-Fi oscilavam bastante, e a chegada e a saída dos torcedores foram complicadas em algumas partidas. É preciso lembrar que, enquanto esta Copa envolveu 8 seleções e 6 estádios, no Mundial serão 32 times e 12 estádios. Os problemas tendem a ser maiores. 

Talvez seja tarde demais para cancelar a Copa, como muitos pediram nas ruas, revoltados com os gastos estratosféricos com o evento e a falta de verba para questões prioritárias, mas ainda há tempo para o Brasil fazer bonito dentro e fora de campo em 2014. 

Escrito por Cecília Gianesi
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