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Futebol: São Paulo na corda bamba

 Tricolor paulista enfrenta a maior crise de sua história

Em jogos do São Paulo, o canto “Tenho Libertadores, não alugo estádio. Sou hexa brasileiro, nunca fui rebaixado. Sou, eu sou Tricolor ” é um dos favoritos da torcida. E ele representa muito bem o time, que ganhou dos são-paulinos o merecido apelido de Soberano, por toda sua história vitoriosa. Mas as coisas não são mais as mesmas no clube acostumado a vencer.

Se 2012 terminou bem para o São Paulo, com a conquista do título da Copa Sul-Americana, 2013 não trouxe a mesma sorte. A equipe se viu em situação complicada logo na fase inicial da Copa Libertadores da América, e correu o risco de uma eliminação precoce e inédita.

Seguindo o lema ‘Clube da Fé’, o Tricolor conseguiu a última vaga para as oitavas-de-final, afastando aquela que seria sua pior participação no campeonato. No mata-mata, foi eliminado pelo Atlético Mineiro, que se tornaria campeão meses depois, com direito a uma goleada por 4x1 em um dos jogos. No Campeonato Paulista, a eliminação foi na semifinal, para o Corinthians.

No Brasileirão, as coisas continuaram a não funcionar. O time paulistano teve um começo pior do que o do Corinthians em 2007 e do Palmeiras em 2012 – anos em que terminaram rebaixados para a Série B – e colecionou recordes negativos. Foram 14 partidas sem vencer, 8 derrotas consecutivas, 6 delas em casa, no Morumbi. Foi também o maior período sem marcar gols. O Soberano, maior pontuador desde que foi adotado o sistema dos pontos corridos, se vê diante de uma ameaça que nunca fez parte de seu dia a dia: a do risco de rebaixamento.

Na metade do campeonato, há um mês, o São Paulo ainda amargava a penúltima colocação. Um time que inclui Paulo Henrique Ganso, Jadson e Osvaldo não pode ter o elenco como o problema. Então, o que está acontecendo? Por que a equipe não consegue dar liga? Os veteranos Rogério Ceni e Luís Fabiano, apesar de terem talento e experiência, não parecem render tanto como antes.

O presidente Juvenal Juvêncio, no poder desde 2006, é apontado como um dos vilões do time que era exemplo de administração e organização. Em uma atitude ditatorial, por exemplo, ele alterou o estatuto do clube, que não permitia um terceiro mandato. Por outro lado, o técnico Paulo Autuori foi demitido. Agora a bola está com Muricy Ramalho, que foi tricampeão à frente do time entre 2006 e 2008. E ele começou bem, comandando a equipe em três vitórias consecutivas contra adversários diretos: Ponte Preta, Vasco da Gama e Atlético-MG.

Talvez a Série B faça bem para o São Paulo, como fez para o rival Corinthians. Talvez se o time cair ele volte a ser o que era. Talvez. Mas isso é algo que torcedor nenhum quer descobrir. Os são-paulinos desejam continuar cantando que nunca foram rebaixados. E os jogadores devem fazer de tudo para manter esse hino soando.

Escrito por Cecília Gianesi
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