A Copa do Mundo é aqui

Brasileiros se preparam para receber as melhores seleções do planeta no evento mais aguardado do ano

Paulo Whitaker/Reuters
Estádio do Maracan~e
Torcida brasileira lotou o Maracanã na Copa das Confederações

Desde 1950, quando um Maracanã lotado por 173.850 pessoas – o maior público da história das Copas do Mundo – assistiu perplexo ao Uruguai virar o jogo e tomar o título de campeão do Brasil no final da partida, o país parecia esperar por uma nova chance de conquistar o troféu mundial em seu território.

O ano de 2014 chega trazendo essa nova chance. Após sete anos de preparação, obras, jogos pela Copa América, muitos amistosos e um título da seleção brasileira na Copa das Confederações, está chegando finalmente o momento da segunda Copa do Mundo sediada em nosso país, tão célebre pelo futebol.

O clima do torneio deve contaminar o país, no melhor sentido possível, mais cedo do que em outros anos, à medida que as 32 seleções participantes chegarem nas cidades-sedes. Durante os meses de junho e de julho, turistas e equipes técnicas vão se misturar aos apaixonados torcedores brasileiros em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Manaus, Natal e Salvador. O verde e amarelo e as bandeiras do Brasil, que normalmente tomam conta das ruas nos meses da Copa, receberão a companhia de muitas outras cores.

As seleções que participarão do torneio já estão definidas e nenhum dos oito times que já levantaram a taça ficou de fora. Além do Brasil, Itália, Uruguai, Alemanha, Inglaterra, Argentina, França e Espanha carimbaram os seus passaportes para virem disputar o título.

O time de Portugal, de Cristiano Ronaldo, que venceu a repescagem em um disputado duelo contra a Suécia de Ibrahimovic, e a Holanda, que se classificou sem complicações, uniram-se aos campeões mundiais como destaques do torneio.

Apesar de Ibrahimovíc ter dito após a derrota que um Mundial sem ele não merece ser visto, não faltarão estrelas para tornarem o torneio interessante. Messi, que ainda não conseguiu fazer pela Argentina o que faz para o Barcelona, comandará o maior rival dos brasileiros. A Espanha vem com grande parte do elenco que a tornou a seleção número um no ranking da Fifa, com Iniesta e Xavi como os maestros do agora famoso estilo ‘tic-tac’, com toques rápidos e curtos. Bastian Schweinsteiger e Mario Götze são os grandes nomes da fortíssima seleção alemã, enquanto Portugal parece depender do excelente momento do atacante Cristiano Ronaldo para avançar.

A sempre favorita seleção brasileira tem a seu favor o talento de Neymar, a precisão de Paulinho, ambos agora jogadores do futebol europeu, e a solidez de Daniel Alves e Thiago Silva. Além de contar com o técnico Felipão, que conhece bem o caminho da vitória, já que conquistou o pentacampeonato em 2002, apostando no até então desacreditado Ronaldo, que brilhou nos campos do Japão e da Coreia.

A seleção tem um grande caminho a percorrer para chegar na final, que será no mesmo palco da derrota para o Uruguai em 1950. O Maracanã, agora reformado e mais moderno, receberá cerca de 78 mil torcedores, a maioria deles brasileiros. Que soprem bons augúrios que empurrem nossa bola para o gol, colocando o dia 13 julho de 2014 na história do futebol como bem mais festivo, para nós, do que o fatídico 16 de julho de 1950.


Escrito por Cecília Gianesi
 

Comentários dos leitores

blog comments powered by Disqus
 

© 2011 - 2016 Time Out Group Ltd. All rights reserved. All material on this site is © Time Out.