Time Out São Paulo

Melhor para elas

A cidade está cheia de festas para lésbicas. Mas você tem de se enturmar para achá-las

A dica das meninas gays quase sempre é: para conhecer os melhores lugares frequentados por elas é necessário estar com elas. Parece óbvio, mas não se pensarmos que somos bombardeados de informações sobre baladas héteros ou de gays masculinos por todos os lados, a toda hora, sem precisar (necessariamente) andar em sua companhia.  A estudante universitária Jacqueline Harumie Hora Tanaka, 25 anos, conta que, enquanto andou só com homens gays, não fazia muita ideia do que se passava na cena para lésbicas em São Paulo.

Entre as suas ‘descobertas’ está a festa Valentina (leia aqui sobre a edição de 14/1) onde, descreve ela, as frequentadoras são indie, têm entre 18 e 30 anos e são atraídas pela música do mesmo estilo. Lady Gaga? “Os homens gays gostam mais”, garante. E o que vestir? A maioria usa All Star, shortinho jeans, camisa xadrez e óculos da moda, mas algumas optam mesmo pelo vestidinho com salto alto. Tudo democrático.

O que uma das promoters da Valentina Alexandra Marcely, 30 anos, conta é que a interação sugerida por Jacqueline pode ser alcançada via internet. Data e local da balada, por exemplo, são divulgados na comunidade da festa no Facebook, que já tem quase cinco mil membros.

A também universitária Beatriz Marins, 21 anos, se impressionou com as frequentadoras “lindas”, ainda que “muitas tenham uma postura um pouco blasé”, de outra festa, a Oui Oui (Clube Glória, Rua 13 de Maio, 830, Bela Vista. Mensal, sáb. pt-br.facebook.com/ouiouiparty). “É um ambiente cheio de fashionistas, com poucos homens.

E o cenário ajuda, dá um ar de templo do pecado”, diz, em uma referência ao lugar onde antes funcionava uma igreja. Beatriz também indica o show do Samba de Rainha (Vermont Itaim, Rua Pedroso Alvarenga, 1.192, Itaim Bibi, 3071-1320. Dom.,18h15. vermontitaim.com.br). Composto só por mulheres, o grupo atrai um público feminino variado e o ambiente é bom para casais e meninas solteiras, “de Vila Madalena à Rua Augusta”, avalia.

Mas se a ideia é começar o fim de semana na balada, a universitária Lívia, 23 anos, conta que há mulheres para todos os gostos na Bubu Só Para Elas (Bubu Lounge Disco, R. dos Pinheiros, 791, Pinheiros, 3081-9546. Mensal, quinta-feira. bubulounge.com.br). A festa tem dois ambientes: um mais MPB, pop rock, com bandas e DJs, e outro mais balada, com uma batida mais forte. “Costumo ir de um espaço ao outro, dependendo da minha ‘pegada’ no momento”, dá a dica. Mas é bom chegar cedo, a fila geralmente é grande e pode ser demorada – ela garante que constuma valer a pena.

Ainda há a quinzenal (qui.) Affair para Meninas, com trilha indie, rock e eletrônica, e a mensal Café para Elas (sáb.), que aposta na house music e no pop. Ambas acontecem no Sonique Bar (R. Bela Cintra, 461,Consolação, 2628-8707. soniquebar.com.br).

Para o esquenta (com um bom hambúguer), a balada pode começar no Clube Flamingo (R. Antônio Carlos, 395, Consolação, 7761-0550). O bar-restaurante de três pisos é novo no Baixo Augusta, mas já tem carta de cervejas de casa grande. São cerca de 30 rótulos e atendentes preparados para recomendar o pedido da noite. Abasteça-se do hambúrguer ‘Spice’ (160 gramas de fraldinha, mussarela e pão com gergelim, R$ 22,80) e deixe sua noite mais ‘apimentada’.

Escrito por Maria Eugênia Gonçalves
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