Time Out São Paulo

Ladyhawke

A cantora neozelandesa que toca em São Paulo conversou conosco sobre o nervosismo do segundo álbum. E pterodátilos!

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Ladyhawke

Preço de R$ 70 até R$ 400O grupo sueco I’m from Barcelona toca na mesma noite./ Ingressos à venda nos seguintes pontos: Circus Hair: R. Pamplona,1.115, Jd. Paulista. 3262-2127. Ter. a sex., 11h-22h; sáb., 10h-20h Locomotiva Discos: R. Barão de Itapetininga, 37, Loja 51, República, 3257-5938. Seg. a sex., 11h-20h; sáb., 11h-18h Lomography Gallery Store: R. Augusta, 2.481, Jardins, 3062-8955. Seg. a sáb., 10h-20h

Data Sex 28 Set 2012

Horário de abertura 22h

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Cine Metrópole
Cine Metrópole
Av. São Luís, 187, Centro

Nos últimos três anos, Pip Brown (vulgo Ladyhawke) levou uma carreira relativamente discreta no mundo da música. E, agora que está voltando com tudo – com o segundo disco, Anxiety, e uma turnê midiática que ela apresenta em São Paulo, no novo Cine Metrópole, no dia 28 de setembro –, ela não tem como fugir da incômoda sensação. “Eu estava pensando: ‘faz tanto tempo, as pessoas devem ter meio que esquecido quem eu sou’.” Porém, com shows esgotados no mundo inteiro e o disco subindo nas listas de compras do iTunes, fica claro que a preocupação é desnecessária.

Mas será que Pip continua a mesma cantora pop descolada de nossa memória? Bem, algumas coisas continuam iguais. Para começar, ela ainda usa olhos superdelineados, cabelos louros rebeldes e roupas meio grunge. Ela também está excursionando com a mesma banda e o mesmo produtor (Pascal Gabriel), e ainda está com uma parceira de longa data, a artista e amiga Sarah Larnach. “Não fosse ela, não estaria onde estou. Ela dá um aspecto visual ao que sou.”

Quanto à música, Anxiety substitui os sons dançantes por algo um pouco mais roqueiro. No novo álbum, Pip tira suas influências da cartola, como o segundo single ‘Sunday Drive’ (que lembra Bowie, com um piano marcado e grandes percussões). No entanto, o disco também mostra outros lados de Ladyhawke, com baladas (‘Cellophane’) dividindo espaço com coisas mais pop, como ‘Blue Eyes’.

Mas esse segundo álbum, cujo nome é literal, vem carregado de uma ansiedade que durou três anos. “Estou realmente muito animada que tenha saído agora, mas ainda um tanto temerosa. O disco traz um grande ponto de interrogação. E isso só aumenta o nervosismo.”

Outra mudança para Pip é a maneira como mantém contato com os fãs. Longe do humilde tempo do início da carreira, em que postava demos grosseiras no Myspace, Ladyhawke agora está presente nas redes sociais e até em seu próprio aplicativo (muito bacana), além da integração com o Instagram, do streaming do álbum e da programação completa da turnê. “Na verdade, (a programação) é muito útil para mim, nunca sei as datas dos meus shows!”.

Para alguém tão antenada nas novas tecnologias, Pip vai por um caminho um pouco mais antiquado quando pergunto – um tanto aleatoriamente, admito – qual animal ela seria se não tivesse escolhido o gavião (tradução de hawk). “Acho que seria um pterodátilo – uma criatura voadora totalmente do mal...” Depois, ela para e repensa. “Não que eu queira assustar as pessoas, de forma alguma. Eu seria um pterodátilo bonzinho!” 

Escrito por Jordan Kretchmer
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