Time Out São Paulo

Feist

Feist aporta em São Paulo para apresentar o álbum ‘Metals’. Conversamos com ela, que cogitou abandonar a carreira 

Este evento terminou

Feist

Preço de R$ 120 até R$ 240

Data 22 Out 2012-23 Out 2012

Horário de abertura 22h

Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade

Telefone 11 3231-3705

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Liberdade

Leslie Feist passou um ano em Toronto, no Canadá, flertando com a ideia de abandonar a sua carreira como cantora e compositora. Esteve na estrada durante sete anos apresentando The Reminder (2007), álbum nomeado para um Grammy.

A coleção de baladas e canções pop valeram à artista o título não oficial de rainha do ‘iRock’. Ganhou essa honra (algo duvidosa) quando a Apple se serviu do single ‘1234’ no anúncio do iPod Nano. “Uma ruptura real é aquela onde você imagina que já não pode voltar atrás”, diz Feist. “Eu sabia que ia voltar, mas não queria me sentir obrigada a isso. Só queria voltar se estivesse motivada pelas razões certas e pela minha própria curiosidade.” Ela compara estar em turnê por tanto tempo com uma criança que é obrigada a fumar um maço inteiro de cigarros depois de dar um trago: “Você não vai querer fumar por umas duas décadas.”

Feist escreveu as canções de Metals em uma garagem atrás de sua casa, e depois disso construiu um estúdio temporário em Big Sur, na Califórnia, para gravar em pouco menos de três semanas. “Entrei nessa ideia de alegar normalidade”, diz. “Não sinto afinidade com essa geração do Auto-Tune [processador de áudio que afina vozes gravadas] e do pop perfeito.” Todas as faixas foram gravadas ao vivo, embora ela ocasionalmente tivesse que usar uma sala improvisada para cantar sem ser abafada pela bateria.

O repertório da canadense sempre foi pontuado por reflexões melancólicas, mas Metals é desprovido de faixas otimistas, com excepção de ‘A Commotion’, com refrão tenso e galopante. As suas harmonias minimalistas e vocalizações ternas em ‘Get It Wrong, Get It Right’ e ‘The Circle Married the Line’ são mais empáticas do que nunca. E Feist rejeita a sugestão de que a sua música tenha se tornado mais sombria, apesar de a morte ser um tema proeminente, devido ao luto (ela conta que morreram pessoas próximas, mas se recusa a desenvolver o assunto). “Não me senti de todo triste ao fazer esse disco. Foi uma experiência claríssima e alegre.”

Escrito por Sharon Steel
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