Skarrocks - Music and Arts Festival

Sáb 10 Nov 2012

Marina Jorge/ Divulgação
O grupo Seu Bené com Gus, de olho roxo no centro, que idealizou o festival

Este evento terminou


A cadência dos sound systems da Jamaica dos anos 1960 nunca esteve tão perto de São Paulo. As linhas fortes e hipnóticas de walking bass, os metais com elementos jazzísticos e a vocação dançante do estilo que uniu ritmos latinos (como o calipso) a americanos (como o rhythm and blues) – e fez a cabeça dos mods ingleses nos idos de 1964 –, conquista adeptos por aqui. No dia 10/11, o festival Skarrocks promove uma maratona de 12 horas no Centro Cultural Rio Verde, dedicada ao gênero e suas vertentes com shows de sete bandas de São Paulo e Paraná, além dos paraguaios dos Tempranos – e diversos sound systems (coletivos de DJs) no segundo palco da casa.

Quem idealizou o festival foi o vocalista, guitarrista e tecladista da banda Seu Bené, o paulistano Gus, de 27 anos. Apesar do ecletismo do grupo, o ska é um elemento de influência – e, claro, integram o line-up do Skarrocks (21h30). “Conhecemos muitas bandas boas pelo Brasil e tive vontade de reuni-las em um festival voltado ao ritmo que mais tenho ouvido”, conta Gus. “O ska influenciou o rock, o rap, o punk e começou a se misturar com outros estilos. Chamei o festival de Skarrocks porque queria trazer toda essa mistura que rola até hoje.”

A ideia faz um contraponto à festa bimestral Jamboree, também hospedada no Centro Cultural Rio Verde, que se concentra em outros ritmos jamaicanos, e costuma promover shows dos pioneiros do rocksteady e early reggae em São Paulo. Entre os feitos, trouxeram o vocalista Jackie Bernard, do lendário grupo Kingstonians.
 
O Jamboree, criado por cinco colecionadores de discos jamaicanos, também fomenta essa cultura em um blog exemplar onde os posts contam a história dos estilos (youandmeonajamboree.com). “É uma época crítica porque todos os pioneiros jamaicanos estão a ponto de falecer por causa da idade. Então, damos um gás para trazê-los”, diz Sono, o fundador do blog que originou o coletivo, que também anima festas como DJ. Foi justamente este blog que inspirou os paraguaios dos Tempranos a investir nos ritmos jamaicanos em sua música.

E, agora, fazem o caminho contrário tocando em São Paulo no Skarrocks (23h). “Eles tocam rocksteady das antigas e fazem um show incrível”, elogia Gus. O grupo paulistano Brasilites é outro destaque do festival. “O ska jazz dançante deles é imperdível.”


Divulgação 
Os paraguaios dos Tempranos tocam no festival 




Do Paraná vêm grupos como o energético Lou Dog (3h), de Curitiba. E o número expressivo de bandas e de soundsystems locais revela uma (não tão conhecida) cena jamaicana por aqui. “Temos bandas boas em São Paulo. Um movimento está em formação”, afirma Gus.

Mas a festa do dia 10 vai além das escalas da Jamaica, com performances circenses e exposições de arte. Ela já começa às 11h, ao ar livre, no Beco do Aprendiz – ao lado do Centro Cultural Rio Verde. Ali, mais de dez grafiteiros farão live paiting em festa gratuita.

Escrito por Fabiana Caso
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Serviço

Centro Cultural Rio Verde


Endereço Rua Belmiro Braga, 119

Vila Madalena, São Paulo

Telefone 11 3459 5321

Preço de R$ 20 até R$ 30. Das 11h às 16h20, grátis (evento ao ar livre no Beco do Aprendiz, ao lado do Centro Cultural Rio Verde, com live paiting feito por grafiteiros e outras atrações)

Data Sáb 10 Nov 2012

Horário de abertura 16h20-4h20

Site de Skarrocks - Music and Arts Festival

Mapa


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