Time Out São Paulo

Bob Mould

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Bob Mould

Preço de R$ 15 até R$ 30. Venda online e nas unidades do Sesc a partir de 25/9.

Data 04 Out 2013-05 Out 2013

Horário de abertura 21h30

Sesc Pompeia
R. Clélia, 93, Pompéia

Telefone 3871-7700

Bob Mould é o caso típico de roqueiro que tem muita moral entre músicos, mas não tem essa admiração por seu trabalho revertida totalmente em sucesso comercial. Mesmo quando montou o Sugar, uma banda que aliou como poucas o som de guitarras nervosas com melodias pop, uma fórmula seguida à risca por grupos como, por exemplo, o Foo Fighters. Aliás, Mould colaborou com Dave Grohl na música ‘Dear Rosemary’, do disco Wasting Light.

O primeiro grupo de Mould, o Hüsker Dü, é um verdadeiro ícone do rock alternativo. Surgido na cena post-punk dos anos 1980, o trio formado por ele, Greg Norton (baixo) e Grant Hart (bateria), mudou os rumos do rock’n’roll com seu punk/hardcore salpicado de pop, pavimentando o caminho de bandas do underground ao estrelato nos anos 1990, como o Nirvana, grupo altamente influenciada pelo trio de Minneapolis.

Porém, a dupla de compositores Mould e Hart não se entendia mais sobre os rumos que o Hüsker Dü teria de tomar, fazendo o guitarrista montar seu próprio grupo, o Sugar. Em sua nova empreitada, Mould investiu mais nas melodias moduladas por sua voz anasalada inconfundível, e o resultado foi incrível. O primeiro dos (apenas) dois discos do trio – formado junto com David Barbe (baixo) e Malcolm Travis (bateria) -, Copper Blue, chegou até a rivalizar com o hoje clássico Nevermind, do Nirvana, como álbum do ano. Tanto que o prestigiado semanário inglês New Musical Express (NME) deu à obra composta por Mould esse título em 1992.

Pós Sugar, Mould começou uma carreira solo que já lhe rendeu 11 discos gravados. Nesse caminho, onde investiu em um som mais folk com resultados não muito consistentes, o guitarrista provou, ano passado, que mesmo aos 51 anos ainda está em plena forma. Ele lançou o aclamado e barulhento Silver Age, voltando à estética de seus trabalhos mais antigos.

Aliás, por conta disso, nos últimos shows de sua turnê em que toca junto com Jason Narducy (baixo) e Jon Wurster (baterista do Superchunk), ele vem alternando músicas de seu álbum mais recente ('Star Machine', 'Silver Age', 'The Descent' e 'Keep Believing') com hits antigos, como: 'Makes no Sense at All', 'Flip Your Wig', 'Something I Learned Today' e 'Hate Paper Doll', do Hüsker Dü; e 'The Act We Act', 'Changes', 'Helpless', 'Hoover Dam' e 'If I Can’t Change Your Mind', do Sugar. Ou seja, um show imperdível.

Escrito por Rafael Argemon
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