Circuito Banco do Brasil

Sáb 14 Dez 2013

Stevie Wonder salva miscelânea temática de festival

Divulgação
Stevie Wonder

Este evento terminou

É fácil ficar entediado com os grandes nomes que não param de vir à cidade em turnê, mas talvez valha a pena parar e se perguntar desta vez: você gostaria de ver Stevie Wonder ao vivo? Pense bem: superastro internacional, conhecido pelas músicas funky, pelo rhythm and blues cheio de alma e pelo pop que arrebenta nas paradas, ele é
um dos compositores mais proeminentes do século 20 nos EUA, com uma “voz definitiva que arrebata a alma”, segundo o semanário inglês New Music Express. “Puro deleite”.

Ele diminuiu o ritmo dos lançamentos quase anuais das décadas passadas – desde o final dos anos 1980 lançou apenas os álbuns A Time to Love (2005), Conservation Peace (1995) e Jungle Fever (1991). Tendo criado um padrão de sucessos sólidos que começou com uma explosão de hits no final dos anos 1960 – como a clássica ‘My Cherie Amour’ e a alegre ‘Signed, Sealed, Delivered I’m Yours’, que lhe garantiu a primeira de muitas indicações ao Grammy, que ele já ganhou 22 vezes, incluindo o ‘Lifetime Achievement Award’ (prêmio pelo conjunto da obra) em 1996 , Wonder não precisa mais se esforçar muito para impressionar. Apesar de ainda realizar shows, ele tem aparecido nos palcos apenas cerca de 12 vezes por ano.

Mas mesmo aos 63 anos, o cara que assinou com a Motown (influente selo da cidade de Detroit, nos EUA) com apenas 11 anos ainda é mais do que capaz de empolgar grandes plateias com suas linhas vocais altas e inventivas, com seus solos de gaita sinceros e emotivos e até mesmo com sólidos riffs de rock – do tipo que ele tornou famoso com o clavinete Hohner Clavinet C de ‘Superstition’, de 1972.

Junto com o sorriso inconfundível e com os onipresentes óculos escuros (ele é cego desde que nasceu), prepare-se para um passeio pelo vasto catálogo de Wonder, desde de ‘Sir Duke’, de 1977, até os grandes sucessos entre adultos contemporâneos de meados dos anos 1980 como ‘I Just Called to Say I Love You’ e ‘Part-Time Lover’, que servirão de trilha sonora excêntrica para as pretensões ousadas do festival Circuito Banco do Brasil, do qual o show faz parte e que conta também com uma competição de skate de um dia inteiro.

Quem esquenta o público para receber Wonder é outro vencedor americano do Grammy: o aficionado por chapéus Fedora Jason Mraz. Mais conhecido por faixas como ‘I’m Yours’ e ‘I Won’t Give Up’, que parecem ter sido feitas sob medida para publicitários e adolescentes de férias, o blue-eyed soul de Mraz trata de ensinar lições de vida através de um positivismo sentimentalista, com um monte de sons cantarolados sem necessidade. É o tipo de pop mais certinho possível: você encontrará mais riscos musicais na trilha sonora do próximo filme da Disney.

Embora o festival vá até tarde, com o palco ‘eletrônico’ recebendo o brasileiro Mario Fischetti e o DJ britânico de house Mync, chegue a tempo de ver um dos destaques da tarde: o cantor e rapper paulistano Criolo, que toca às 16h30. Ele ainda está na onda do sucesso de seu segundo álbum, Nó na Orelha, que o fez estourar em 2011 com um estilo muito particular de hip hop com levada de samba. O show dele, que não estaria completo sem o hino melancólico ‘Não Existe Amor em SP’, deve ajudar a colocar a plateia no foco do groove para a atração principal de uma programação de eventos confusamente disparatados.

Escrito por CM Gorey

Serviço

Campo de Marte


Endereço Avenida Santos Dumont, 2241

Santana, São Paulo

Preço de R$ 120 até R$ 240

Data Sáb 14 Dez 2013

Horário de abertura 14h30.

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