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Radiohead

A esta altura da carreira do Radiohead, a banda já está mais do que familiarizada com a complexidade musical. Mas este último álbum, de 19 faixas, é um projeto denso e extenso até para os padrões da banda. Nele, as dez músicas do álbum The King of Limbs foram remixadas por diversos produtores eletrônicos escolhidos a dedo por eles. Os singles com cada remix foram lançados ao longo do verão europeu e estão reunidos neste long play.


“Eu estava realmente curioso para ver como os artistas que eu tanto ouvia usariam o meu material”, explicou recentemente o vocalista e compositor Thom Yorke. “Queria ver como as músicas podiam se ramificar e mudar.”

E elas de fato mudaram. Algumas até em um nível mostruoso, que as tornam irreconhecíveis. Comparar cada remix com seu original é errar o alvo: todas são criações novas, frescas e independentes – mesmo que o DNA do Radiohead possa ser identificado aqui e ali.

Visto os talentos envolvidos, a mudança e reformulação das canções não são uma surpresa. Grosso modo, as faixas mais luminosas são separadas das mais opacas, criando uma deliciosa dicotomia em trechos do álbum.

Isso mostra a diferença entre produtores como Mark Pritchard – cuja incrível releitura de ‘Bloom’ é uma das cinco versões para a música no álbum – e artistas de postdubstep como Blawan (o seu remix para ‘Bloom’ é matador) e Anstam, que arremata os vocais de Yorke em uma estranha harmonia sinfônica em ‘Separator’. É preciso respeitar tanto o Radiohead, por sua criatividade elástica, como os remixadores, pelo espírito aventureiro.  

Escrito por Sharon O’Connell
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