Animal Collective

 

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O Animal Collective precisa de uma mudança. O quarteto formado em Baltimore é um modelo exemplar do pop experimental americano há mais de uma década. Mas, como mostra este último álbum, esse talento está ficando mais restrito. Nele, reaparecem os pequenos efeitos eletrônicos que parecem ter sido gravados nos anos 1970 para um episódio da série Doctor Who. As referências à faculdade também estão presentes, assim como a esperança e a animação dessa fase da vida. A faixa de abertura ‘Moonjock’ já dá a dica: este é um disco feito para ser a trilha sonora de intergalácticos jogos de futebol colegiais do futuro.

Centipede Hz (Domino Records) prossegue como um show pirotécnico com ‘Today’s Supernatural’ acelerando a velocidade rítmica até a de uma rave, e nos apresentando os vocais hiperativos que aparecem ao longo do disco. ‘Applesauce’ tem um charme country, com um coro assombroso. Na sequência, ‘Wide Eyed’ explora a psicodelia dos 1960, com uma letra que George Harrison poderia ter escrito. São músicas que cumprem bem o papel do entretenimento, mas os fãs do Animal Collective esperam muito mais. Dos integrantes do grupo, Noah Lennox (Panda Bear) realizou os trabalhos solo mais instigantes: seu último álbum – o pesado e estranho Tomboy, de 2011 – é muito mais interessante que Centipede Hz. Por outro lado, a banda trouxe diversão a este álbum, usando mais elementos surreais que Monty Python. Mas ela deveria ser capaz de esmagar os contemporâneos com sua originalidade, como sempre fez. É um pouco decepcionante, portanto, quando produz um disco que é apenas bom, e não ótimo de fazer cair o queixo.

Escrito por Jonny Ensall
 

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