Depeche Mode – Delta Machine

 

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Pronto para ser surpreendido positivamente? O novo álbum do Depeche Mode é uma das melhores coisas que eles já gravaram. Delta Machine fica lado a lado com Violator (1990) e Black Celebration (1986) e, como esses dois clássicos, é um disco grandioso, obscuro e dramático.

Em Delta Machine, isso significa uma hora inteira de sintetizadores de sonoridades distorcidas e agitadas colidindo com batidas mutantes de blues. ‘Alone’ é uma balada pulsante, ‘Soothe My Soul’ é uma pancada em compasso triplo e, na faixa final, ‘Goodbye’, guitarras e sintetizadores se alternam para depois se fundirem, fazendo do último minuto do álbum uma tempestade elétrica. Apesar dos constantes problemas de saúde e de uma história de vício em heroína, Dave Gahan canta como um superhumano em ‘Angel’.

Mas nem tudo são flores. Martin Gore ainda não tem voz para conduzir algumas de suas letras mais melodramáticas. A música 'Broken', de Gahan, é uma releitura preguiçosa de ‘A Question of Time’, excelente single de 1986 de Gore. Mas Delta Machine é emocionante e assustadoramente profundo, um bem-vindo lembrete de que o Depeche Mode não perdeu sua capacidade de chocar.

Escrito por James Manning
 

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