Sigur Rós - Kveikur

Álbum 'Kveikur' é um ataque auditivo do começo ao fim

Divulgação
Capa do disco  'Kveikur'


Em 2005, a banda islandesa Sigur Rós lançou Takk..., um álbum de músicas-ambiente oníricas. Jónsi Birgisson e seu grupo foram responsáveis por sons maravilhosos, mas, em um mundo tão barulhento, suas canções plácidas e vagas tenderam a se dissipar.

É um problema do qual a banda parece ter ciência e o Sigur Rós tem buscado maneiras de afiar sua música e transformá-la em algo que não pode ser ignorado. Eles tentaram elementos folk e acústicos no disco Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust, de 2008, e em Valtari, de 2012, acrescentaram sintetizadores extras e um coro barroco. Ambos eram legais, mas o último álbum é algo muito diferente.

Kveikur empilha camadas grossas de distorção, barulho, dor e desarmonia para formar as belas melodias que fizeram o nome da banda. É um disco tempestuoso, que mostra uma nova direção e pode reposicionar o Sigur Rós como uma das melhores bandas de noise rock do mundo.

A faixa de abertura, ‘Brennisteinn’, dá esse novo tom com as guitarras distorcidas de um Kevin Shields endemoniado. ‘Stormur’ e ‘Kveikur’ apresentam texturas rústicas, estrondosas, pulsantes e agitadas por trás de uma das harmonias mais inspiradas do álbum. ‘Rafstraumur’ combina um solo enorme de guitarra, distorcido e uivante, baterias insistentes e vocais doces, enquanto ‘Bláþráður’ é cheia de barulhos esquisitos e opressivos. Mesmo as cordas suaves da faixa final, ‘Var’, trazem longas notas dissonantes, que fazem ranger os dentes.

Kveikur é um ataque auditivo do começo ao fim. É exatamente o que o Sigur Rós precisava fazer, e o fez esplendidamente. Pela primeira vez em muito tempo, Jónsi e companhia soam surpreendentes.

Escrito por James Manning
 

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