Pet Shop Boys - Electric

 

Divulgação
Capa do disco 'Electric', do Pet Shop Boys

O 12º álbum do Pet Shop Boys, Electric, marca a “volta às pistas” da dupla veterana do synthpop, além de uma poderosa elevação no ritmo após o comportado Elysium, do ano passado. As expectativas eram grandes, principalmente porque – à parte algumas grandes apresentações ao vivo – a prolífica última década do PSB não foi tão divertida assim.

E é inegável que Electric parece um grito que Neil Tennant, Chris Lowe e o produtor Stuart Price precisavam dar. No mínimo, trata-se de uma alegre brincadeira eletrônica, com fortes tons do pop contemporâneo e das qualidades mais conhecidas dos anos 1980. Faixas como ‘Axis’ e ‘Shouting in the Evening’ são uma diversão trash, ainda assim, é difícil nos sentirmos completamente envolvidos por elas.

Em boa parte de Electric, parece que a dupla selecionou uma série de ideias modernas que a entretinha, em vez de criar as melhores canções possíveis. Não há nada de errado em ser um pouco diletante, mas o fato é que as músicas mais sérias de Electric são claramente as melhores. ‘Love Is a Bourgeois Construct’ é maravilhosa, uma canção simples e docemente pungente sobre um socialista amargurado; e o electro depressivo e compassado de ‘Fluorescent’ e ‘Inside a Dream’ parece mais convincente do que a euforia forçada das outras. O Pet Shop Boys pode se dar bem nas pistas – mas, a bem da verdade, não foi por isso que nos apaixonamos por eles.

Escrito por Andrzej Lukowski
 

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