6 Feet Beneath the Moon - crítica do disco

 

Divulgação
Capa do álbum '6 Feet Beneath the Moon', de King Krule

Archy Marshall – que atende pelo nome King Krule e tem apenas 19 anos – criou um LP de estreia nada menos que fenomenal. Por quê? Bem, comecemos por suas raízes no sul de Londres. Suas guitarras escolhidas a dedo ecoam as dos colegas do grupo Filthy Boy (também do distrito londrino de Peckham) em ‘Out Getting Ribs’, enquanto ‘Will I Come’ e ‘Foreign 2’ mostram a inclinação do sudeste de Londres para o pós-dubstep melancólico.

Ainda assim, o álbum como um todo consegue soar único, novo e acessível a qualquer um, de norte a sul. Mesmo quando Marshall insere riffs complicados de jazz, eles dão profundidade aos refrões de guitarra, em vez de prejudicá-los.

Nas letras, ele lamenta tanto empregos sem futuro como relacionamentos fracassados. “Um dia posso ter você, mas por enquanto não me importo”, queixa-se em tom de barítono sombrio em ‘A Lizard State’. É impressionante que ele componha faixas como essa há anos – escreveu ‘Easy Easy’, a primeira música do disco, quando tinha só 12 anos.

Nessa idade, a maioria de nós estava comprando nosso primeiríssimo single.
Compor baladas sobre o mal-estar urbano não é o passatempo mais comum na puberdade, mas Marshall é diferente, e faz algo especial. Dê atenção a ele.

Escrito por Danielle Goldstein
 

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