Eminem - The Marshall Mathers LP 2: crítica do disco

 

Divulgação
Capa do disco 'The Marshall Mathers LP 2', de Eminem

Via de regra, as continuações do rap não são continuações – são manobras de marketing que se enquadram em uma de duas categorias: tentativas patéticas ou bem sucedidas de reviver glórias passadas. Parabéns a Eminem, portanto, por criar uma continuação cuja relação com a obra anterior vai além do nome.

Mais de 13 anos após o lançamento de The Marshall Mathers LP, essa sequência leva velhas canções para novas direções, e novas canções para velhas direções. ‘Bad Guy’ é um ótimo exemplo deste último caso. Em outros momentos, ele relê rimas passadas e leva cenas antigas a um território muito mais obscuro. Para fãs com idade suficiente para apreciar o MMLP original, anacronismos como esses são destaques garantidos, imbuídos do charme nostálgico da geração Y. Mas aí tem aquela segunda categoria: novas canções levadas em velhas direções.

Este álbum parece reunir as personas incorrigíveis de Eminem: o homofóbico; o angustiado; o que grita como uma ovelha no cio; o escatológico. Esses são os Eminems que soam piores do que nunca nesse pretenso retorno ao apogeu.

Mas há também flashes de brilhantismo aqui. Em ‘Rap God’, o músico de 41 anos passa por diferentes estilos – o clássico Eminem, com sotaque de Houston, mais veloz que Fu-Schnickens – como se fosse uma playlist de um homem só. MMLP2 é uma continuação legítima – não há artimanhas nele. Mas, como a maioria das continuações, enfrenta outro problema: não é tão bom quanto o primeiro.

Escrito por Nick Aveling
 

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