Get The Blessing - Lope and Antilope: crítica do disco

 

Divulgação
Capa do disco 'Lope and Antilope', do Get The Blessing

Pode ser que você já conheça Kim Barr e Clive Deamer, dupla dinâmica do Portishead. O que talvez não saiba é que, desde 2000, eles integram a banda de jazz Get The Blessing. Em seu quarto disco, Lope and Antilope, o grupo (com o trompetista Pete Judge e o saxofonista Jack McMurchie) trabalhou com os guitarristas Adrian Utley, também do Portishead, e Tim Allen, do Bat For Lashes. Mas, apesar dos grandes nomes, todos os egos são deixados de lado quando esses músicos supercompetentes se juntam para mostrar suas notáveis habilidades ao ritmo do jazz.

O Get The Blessing foi formado a partir de uma fascinação conjunta pela capacidade de improviso do saxofonista Ornette Coleman e, apesar de o grupo ter experimentado com o improviso em discos anteriores, Lope and Antilope é sua primeira gravação completamente improvisada. Não que dê para perceber, já que o som parece bem planejado – estamos falando de improvisação calculada e cuidadosa, prova de que esses músicos tocam juntos há tempos, o que resulta em um som experimental, mas contido.

Trata-se de um jazz-rock contemporâneo, influenciado pelo trip hop. O som meio dub característico do Get The Blessing permeia o disco, mas Lope and Antilope soa mais relaxado que outros trabalhos do grupo. O uso inteligente dos pedais de guitarra e os efeitos eletrônicos criam uma atmosfera envolvente, e as faixas improvisadas são poderosas, mas controladas. Esses músicos podem ter outros grandes feitos, mas estão na crista da onda nesse disco soberbo.

Escrito por Roseanne Hanley
 

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