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Esplendores do Vaticano: Uma Jornada Através da Fé e da Arte

A cidade recebe, pela primeira vez, cerca de 200 objetos que integram o acervo artístico do Vaticano

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Esplendores do Vaticano: Uma Jornada Através da Fé e da Arte

Preço de R$ 10 até R$ 20

Data 21 Set 2012-31 Mar 2013

Horário de abertura Ter. a dom., 10h-20h (acesso até às 19h).

Rua Pedro Álvares Cabral s/n, Parque do Ibirapuera

Telefone (11) 3078 5988

Não é preciso ser católico para apreciar obras de arte acumuladas pelos papas desde a Idade Média nos museus do Vaticano. Mas com 123,3 milhões de católicos no Brasil, 63,9% só da população do Estado de São Paulo (IBGE 2010), a exposição Esplendores do Vaticano: Uma jornada através da Fé e da Arte promete atrair muitos à Oca, no Parque do Ibirapuera.
A ideia de democratizar o acervo nasceu com o papa João Paulo II (1920-2005), um dos líderes católicos mais atentos à importância do diálogo entre a Igreja e o mundo. Seus esforços se refletiram na exposição que, após quatro anos de negociação e trabalho, traz cerca de 200 objetos, muitos deles ainda sequer expostos nos 14 museus do Vaticano. Antes de chegar ao Brasil, a mostra passou por três cidades americanas, Fort Lauderdale, na Flórida, Pittsburgh, Pennsylvania, e St. Louis, no Missouri.

Dividida em 11 galerias, a exposição conta em ordem cronológica uma história de mais de 2 mil anos, ajudando o visitante a compreender os mistérios da fé expressos em uma espécie de linha do tempo cristã. Segundo o americano Charles Hilken, professor de História Medieval da Saint Mary’s College, na Califórnia, e um dos consultores da mostra ao lado do curador, monsenhor Roberto Zagnoli, os objetos de arte expostos têm um significado cultural que reflete o contexto histórico em que foram elaborados e expressam a própria fé dos artistas e o modo como eles viam o mundo em que estavam inseridos.

Nas galerias, os visitantes poderão admirar objetos como o fragmento original da parede do túmulo de São Pedro, com a inscrição em grego ‘Petros Eni’, descoberto em 1941, e quatro dos objetos salvos após o incêndio na Basílica de São Paulo, em 1823, que em poucas horas destruiu o edifício inteiro.

A quarta galeria, dedicada a Michelangelo, é um dos grandes destaques. É ali que estará a reprodução da Pietà, uma de suas esculturas mais famosas, em que Maria é retratada com a mesma idade do filho, além da obra original em baixo relevo na qual Maria chora pela morte de Jesus, uma das últimas obras de Michelangelo. A galeria dedicada ao papa João Paulo II também deve atrair muitos, sobretudo fieis, que poderão ‘tocar’ suas mãos em forma de molde.

Não deixe de ver ainda o Retrato de Cristo com a Coroa de Espinhos, e a Virgem Maria com o Menino Jesus e Livro nas Mãos, de Guercino, pintor do barroco italiano. E de fazer a visita virtual à Capela Sistina, com um tour em que é possível observar a pintura de Michelangelo no teto, com mais de 20 metros de altura, que ilustra episódios do Gênesis, figuras de profetas e personagens mitológicos. Na visita virtual poderá ser observado também o afresco Juízo Final, pintado por Michelangelo na parede do altar da Capela. 

Escrito por Reportagem de Cecília Gianesi
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