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Genesis

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Genesis

Data 05 Set 2013-01 Dez 2013

Horário de abertura Ter. a sáb., 10h-21h; dom. e fer. 10h-19h30

SESC Belenzinho
R. Pe. Adelino, 1.000, Belém

Telefone 2076-9700

O brasileiro Sebastião Salgado construiu reputação internacional fotografando pessoas: diferentes tribos, etnias e grupos sociais que sofrem o impacto das transformações do meio ambiente, da economia e da industrialização. Com projetos como ‘Trabalhadores’ e ‘Êxodos’, ele ganhou prêmios, fama e prestígio. ‘Genesis’, o mais recente trabalho desse economista mineiro que virou um dos fotógrafos mais importantes do mundo, resultou em um livro, um documentário dirigido por Wim Wenders e uma exposição que chegou este mês ao Sesc Belenzinho.

Com sua conhecida estética, de cenas em preto e branco com formas e texturas tão perfeitas que beiram a beleza plástica, Salgado se volta nesse conjunto de 245 imagens para o que há de mais intocado na Terra: paisagens exóticas, animais raros, aldeias isoladas. O homem continua a ser retratado, mas como elemento integrante da natureza. Agora o alerta ambiental emitido pelo fotógrafo não é mais focado na degradação, mas no que ainda está puro e preservado.

Salgado diz que ‘Genesis’ é quase uma nova apresentação do planeta. Em Península Valdés, na Patagônia Argentina, ele capturou o instante em que uma gigantesca baleia-franca-austral erguia a cauda. No vertiginoso close, é possível ver as nervuras de sua pele. Na Sibéria, Salgado enfrentou frio de -45º C para clicar imagens oníricas da tribo nômade Nenets. Na Amazônia, conviveu com os índios Zo’é, que não tinham contato com a civilização há 15 anos. Com o laço de amizade que criaram, o fotógrafo registrou o dia a dia deles, como a pintura corporal com urucum e a confecção de flechas.

Foram oito anos de viagens por lugares exóticos ou remotos como Ilhas Galápagos, Etiópia, Nova Guiné e Sumatra. “Eu quis mostrar um mundo em total equilíbrio. Gostaria que as pessoas, vendo a exposição, redescobrissem a dignidade que uma paisagem tem, assim como um ser humano”, comentou Salgado ao divulgar o projeto.

Ele afirma que 46% do planeta ainda está praticamente como era no início dos tempos (daí o nome Genesis) e que temos de preservar isso. Salgado faz a parte dele por meio do Instituto Terra, iniciativa que mobiliza parceiros e capta recursos para recuperar áreas verdes devastadas e promover a educação ambiental.

No Sesc Belenzinho, as imagens começam a se revelar já do lado de fora, enganando alguns visitantes sobre o tamanho da exposição, devido à falta de sinalização. Entre para apreciar as cinco seções, divididas de acordo com o ecossistema retratado. Em meio à exibição, o painel da manada de búfalos na Zâmbia, fotografada de balão em 2010, impressiona pela dimensão: 13 m X 10 m. As luzes prateadas refletidas no mar convidam o público para um mergulho nessa coleção de territórios e seres selvagens e belos.

Escrito por Marina Monzillo
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