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Como Penso Como

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Como Penso Como

R$250

Data 11 Nov 2014-16 Nov 2014

Horário de abertura Ter. a dom., 18h30 e 21h30.

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Casa Electrolux
Rua Colômbia, 157, Jardim Europa

Telefone 3465-1400

Entre as diversas experiências gastronômicas que acontecem em São Paulo – piqueniques gourmet, degustações às escuras, jantares exclusivos – a exposição 'Como Penso Como' consegue se destacar como uma novidade. A mostra, que acontece na Casa Electrolux, mistura elementos da cultura brasileira como culinária, antropologia, design de alimentos e arte.

Na exposição, a designer de alimentos e artista Simone Mattar explora seu relacionamento com a comida e o papel da gastronomia na sociedade através dos tempos. Da adoração ritualística dos povos antigos à realidade do fast food atual. Entretanto, a principal ênfase do trabalho de Simone é na importância da culinária na construção da identidade brasileira. Entre em uma das salas e sinta o cheiro de café e bolos frescos em meio ao som de ambulantes anunciando seus produtos.

“O ato de comer é um ato cultural. A comida proposta interage com o mundo real, suas dificuldades e conflitos. É uma comida viva que evoca sentimentos e se posiciona literalmente por meio de um manifesto”, conceitua Simone.

Com cenografia de Marko Brajovic, a exposição tem seu ponto alto na degustação das nove obras comestíveis, sendo três sobremesas. São duas sessões diárias para 20 pessoas cada. Antes de cada imersão, os convidados são entretidos por atores que declamam textos relacionados a cada um dos pratos que serão servidos.

Entre eles, temos 'A Cabeça do Bispo', inspirado no Movimento Antropofágo de Oswald de Andrade, que apresenta pequenas cabeças comestíveis, representando o Bispo Sardinha, personagem histórico que foi devorado pelos índios caetés, evento que inspirou o manifesto antropófago escrito por Oswald. Este prato é feito de mousse de sardinha, representando o “banquete indígena”.

'O Grande Poder', por exemplo, é uma ode à mandioca inspirada em uma das canções do Mestre Verdelinho, um dos grandes expoentes do repente nordestino. O prato vem com uma lanterna comestível feita de mandioca, pato curado em arubé (molho feito de raiz de mandioca selvagem) e uma cumbuca com tacacá (sopa da região norte feita com raíz de mandioca selvagem e folhas de jambu). Uma delícia que faria inveja a Willy Wonka, o fabricante de doces malucos do filme A Fantástica Fábrica de Chocolate.

Entre as sobremesas, 'A Preço de Banana' é inspirada em Carmem Miranda e é questionada a imagem de um Brasil “vendido a preço de ouro”. Neste prato, servido por uma atriz que interpreta a cantora, de uma escultura de porcelana branca sai uma banana dourada, feita de mousse de chocolate branco caramelizado com recheio de doce de banana. Estes e outros pratos profundamente calcados na identidade brasileira, se misturam a odores, sons, além das performances, e criam uma experiência sensorial única.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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