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Esdrúxulo! 100 anos da morte de Augusto dos Anjos

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Esdrúxulo! 100 anos da morte de Augusto dos Anjos

Data 24 Fev 2015-01 Mar 2015

Horário de abertura Ter. a sáb., 10h-22h; dom. e feriados, 10h-18h.

Casa das Rosas
Avenida Paulista, 37, Bela Vista

Telefone 3285-6986

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Brigadeiro

A exposição retrata a vida e obra de Augusto dos Anjos, conhecido como um dos mais impactantes e populares poetas brasileiros. Algumas características atraem fortemente a atenção do público para a poesia de Augusto dos Anjos: a observação nua e crua dos fenômenos físicos da renovação constante do ciclo morte-vida e a indagação sobre a finalidade da vida; o fascínio pelas palavras chocantes, exóticas e termos científicos, o pessimismo e o fatalismo associado a um panteísmo de fundo místico.

A exposição é dividida em cinco espaços no andar térreo da Casa das Rosas. Além de informações e curiosidades sobre a trajetória do poeta, a mostra apresenta importantes poemas de sua obra como: Versos íntimos; Budismo Moderno; As cismas do destino; Idealismo; Monólogo de uma sombra; Os doentes; A ideia; O Deus-verme; O Lamento das coisas; Poema negro, Psicologia de um vencido, Soneto, Último credo, entre outros.

Além disso, monitores de TV exibirão vídeos e animações sobre a obra de Augusto dos Anjos. E para completar, haverá uma instalação lúdica com os versos mais famosos do poeta. A mostra tem curadoria de Júlio Mendonça.

Augusto dos Anjos nasceu em 20 de abril de 1884, no Engenho do Pau-d’Arco, na Paraíba e faleceu precocemente de pneumonia, em 12 de novembro de 1914, em Leopoldina, Minas Gerais. O poeta publicou apenas um livro em vida, Eu (1912). Posteriormente, em 1920, seu amigo Órris Soares publicou uma segunda edição de seu livro, acrescida de alguns poemas: Eu (Poesias, completas). A partir da terceira edição, de 1928, o livro – com o título Eu e Outras poesias – alcançou grande popularidade.

O tema essencial da poesia de Augusto dos Anjos é o da consciência da morte, isto é, da consciência da finitude da vida humana expressa na locução latina memento mori, que significa “lembre-se de que vai morrer”, um tema muito antigo nas artes e na literatura.

Sua poesia é conceituada também como “escatológica”, por expor nossa limitada e finita condição material com uma série de imagens do corpo não-sublimado e perecível; escatológica, também, porque fala do destino humano em meio ao mistério da vida que os seres humanos buscam angustiadamente entender.

Outra característica de sua poesia é a tendência filosófica e cientificista. Ela geralmente é associada à influência da poesia científica que, no Brasil, a partir de Recife (PE), teve alguma repercussão na segunda metade do sec. XIX. Augusto tornou-se uma personalidade incômoda no ambiente literário brasileiro. A estranheza que sua poesia provocou e ainda provoca tem origem tanto nos seus temas, quanto no vocabulário e na linguagem.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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