Natureza na cidade

Sapos e rãs na selva urbana da capital

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?Da venenosa Dendrobates, que produz uma toxina usada em flechas indígenas, a um cara bonzinho do tamanho de uma unha, o Brasil abriga a mais rica variedade de anfíbios da Terra. O país possui o maior número de espécies no mundo – 776 –, e o Estado de São Paulo tem um terço delas. Ainda assim, nunca houve uma pesquisa sistemática sobre os sapos e rãs que vivem na capital e arredores.

 

Muitos deles são conhecidos por nomes populares, tirados de uma música, de um habitat ou de uma cor. São os únicos anfíbios que têm voz – e são apenas os machos no cio que gritam –,que, em alguns casos, pode ser ouvida a mais de 1km de distância. Daí nomes como perereca-flautinha e rã-cachorro.

 

Outros recebem o nome de onde são encontrados: perereca-banheiro ou perereca-das-folhagens. Ou então das cores que os caracterizam – perereca-verde-de-coxas-laranjas, rã-manteiga ou a clássica perereca-de-pijama. A pequena e verde rã-de-vidro, que tem esse nome por causa de sua barriga transparente, é a mais recente a ser ameaçada de extinção.

 

Graças às tradições indígenas, alguns desses animais se tornaram fonte de proteína animal no topo da cadeia alimentar (isto é, nós). Entre as delícias estão a rã-pimenta e a rã-comum. 

 

Curiosamente, esses anfíbios metamórficos de sangue frio eram usados para testes de gravidez nos anos 1950 no Brasil, com quase 100% de precisão. Basta colocar a urina da grávida na barriga da pobre rã, coletar a urina da rã e usar um microscópio para procurar os espermatozóides. (Gibby Zobel)?

 

Escrito por Time Out São Paulo editors
 

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