Cinco lugares imperdíveis no Copan

De restaurantes a espaço de arte, descubra as atrações que moram na galeria do edifício projetado por Oscar Niemeyer

Fabio Motta


O Edifício Copan (Av. Ipiranga, 200, República, 3259-5917. copansp.com.br
) abriga mais de 5 mil moradores, mas também acolhe o público em geral. No terraço, por exemplo, confira a vista espetacular – há dois horários para visitas de segunda a sexta-feira, 10h30 e 15h30 (agendamento pelo email copansp@uol.com.br).

Repare no frenesi dos trabalhadores que circulam pelo local e, em contraste, na calma que exala da rua interna do prédio. Lá, os moradores costumam passear com os (inúmeros) cães ou sentam-se para conversar como se faz no interior – cenas que integram o mosaico onde a agitação convive com a tranquilidade, em vias circulares.

A seguir, descubra a seleção de locais favoritos de Fabiana Caso, nossa subeditora e moradora do edifício.

Bar da Dona Onça

Aberto em 2008, o Bar da Dona Onça (lj. 27 e 29, 3257-016. Seg. a qua., 12h-23h; qui. a sáb., 12h-0h; dom., 12h-17h. bardadonaonca.com.br) trouxe um novo público ao prédio. Seguindo a estética do Copan, com lambris de madeira, paredes pretas, e muitas estampas de oncinha, os grandes vidros que revelam a rua interna – com direito a mesas ao ar livre. Concorrido na hora do almoço, quando é frequentado por executivos da região, e nos fins de semana, quando o público muda para jovens descolados e famílias, apoia-se em uma certa interpretação da culinária do interior do Brasil – cortesia da chef Janaína Rueda (a "Onça" proprietária). O picadinho, acompanhado por ovo frito e tartare de banana custa R$ 49. Da carta de drinques, o Bloody Mary (R$ 28) é o meu favorito.
 

Temaki Café

Temaki Café (lj. 78, 3129-9807. Seg. a sex., 12h-16h e 18h-22h; sáb., 12h-18h. cafetemaki.com.br) tem saborosos temakis e combinados – alguns deles batizados com nomes e letras dos blocos do edifício (o Bloco B leva 6 sushis, 8 makis e 10 sashimis, por R$ 38,90). Os mais ousados, porém, podem aproveitar a especialidade: as surpresas do chef cearense Toninho-San. Ele promove um menu degustação (R$ 76), regado a molhos que ultrapassam o shoio – como fatias de amêndoas ou limão. O mais tradicional temaki de salmão especial, com cebolinha e cream cheese, custa R$ 13,90 (quem come três paga apenas dois). Com ambiente pequeno, mas bem dividido em dois andares, costuma ter boa trilha sonora ambiente de jazz à noite – horário em que costumo frequentá-lo. Pena que não fique aberto até mais tarde.
 

Pizzaria Copan

Pizzaria Copan (lj. 12, 3237-2561. Seg. a sáb., 6h30-0h30; dom., 8h-0h30. pizzariacopan.com.br) é outra aposta certeira – e a preferida dos moradores, tanto para o delivery como para saborear in loco. Se sua fome for moderada, ou estiver sozinho, peça a chamada ‘individual’, opção econômica de um pedaço bem servido (maior do que costumam ser as ‘brotinhos’), com direito a um suco natural ou refrigerante (R$ 18,90). Ou aposte nas boas massas em meio ao ambiente repleto de fotos da construção do Copan, e dele pronto, em boa metalinguagem.
 

Café Floresta

Se quiser observar o movimento dos moradores do prédio, reunidos a uma infinidade de trabalhadores e visitantes, coroe a sua refeição com um café espresso (R$ 3) no Floresta (lj. 21, 3259-8416. Seg. a sáb., 6h30-0h30; dom., 8h-0h30). Tradicionalíssimo – está há 38 anos no Copan, sob o comando de uma família portuguesa – oferece espressos de sabor imbatível, nos velhos moldes do café servido no balcão. Gosto especialmente dos cafés tirados pela simpática funcionária Cecília. E, bem, o Floresta é a última loja a fechar na galeria, como um farol.
 

Pivô

A mais nova atração para os visitantes tem apelo visual e atende pelo nome de Pivô (lj. 58, 3255-8703), um misto de galeria de arte e residência de artistas. A abertura em setembro de 2012 foi comemorada pelos moradores, pois além do ótimo objetivo, a Pivô ocupa o maior dos imóveis do térreo – que esteve vazio por 20 anos. Com lugares dedicados a artistas de outras galerias da cidade, percorrer esse imenso espaço é passar também pelas entranhas do edifício. Ela volta a abrir ao público em março com projetos dos artistas Feco Hamburger e Letícia Ramos e uma exposição da galeria Mendes Wood, com tema a ser definido.

Escrito por Fabiana Caso
 

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