Novos sabores na cidade

Gourmands ganham cada vez mais novidades, com restaurantes pop-up e muitos outros que fincaram raízes por aqui

Divulgação
O Bodega Franca tem menu franco-italiano e seleção de vinhos acessíveis


Os restaurantes pop-up chegaram à cidade com força na segunda metade de 2012, com os ousados chefs Checho Gonzáles e Henrique Fogaça comandando uma série de eventos gastronômicos, juntamente com cozinheiros convidados, no Centro da Cultura Judaica. O francês Raphael Despirite, conhecido por seu trabalho no excelente Marcel, nos Jardins, promove rodadas de refeições pop-up, chamadas 'Fechado para Jantar' (para as próximas datas, acompanhe a página facebook.com/fechadoparajantar).

Mas nem tudo são jantares efêmeros. Também há uma nova leva de casas muito estimulante fincando raízes – e, para nosso deleite, algumas delas também estão aumentando a variedade culinária na cidade. Por exemplo, o curry. Não é que não existam casas de curry em São Paulo; existem sim. O Tandoor faz um bom trabalho mantendo essa base; e, na agitada Rua Augusta, o acessível Madhu (R. Augusta, 1422 Consolação, 3262-5535.) tem bons preços, muita animação e comida surpreendentemente boa. Mas, a culinária indiana nunca conseguiu se popularizar por aqui. E é por isso que estamos loucos para experimentar o Samosa and Company (R. Pe. Machado, 137, Bosque da Saúde, 4301-8000), o primeiro restaurante da cozinheira indiana Deepali Bavaskar, até 
agora mais conhecida por suas samosas caseiras. Ela promete um lugar colorido, cheio de artesanato e bem intimista, com apenas 12 mesas. Prepare-se para curries do norte da Índia, que vão do picante ao discreto e saboroso, e também para o frango tikka masala.

Já o pomposo Bistrot Bagatelle (R. Pe. João Manoel, 950, Jd. Paulista, 3062-5870) é a franquia paulistana de um restaurante famoso de Nova York que está desafiando a recessão norte-americana, com filiais em Los Angeles, Las Vegas e Miami. Localizado no charmoso espaço antes ocupado pelo Boa Bistrô, o restaurante francês quer atrair os paulistanos mais sofisticados – “pessoas que frequentam lugares como Saint-Tropez”, como um dos proprietários afirmou à imprensa. Aqui você poderá forrar o estômago com clássicos gauleses, como moules frites.

A apenas algumas quadras de distância, a Bodega Franca (Al. Franca, 1.045, Jd. Paulista, 3081-3870. bodegafranca.com.br) prossegue na temática francesa, mas com uma abordagem um pouco mais democrática em relação à comida e às bebidas. Mais rústica que chique – com paredes de tijolo branco e pesadas mesas de madeira –, a casa de dois andares serve pratos franco-italianos na parte de baixo, enquanto no andar de cima funciona um empório com mais de 350 vinhos (além de outros produtos, como queijos, trufas e geleias), com uma seleção acessível. Ali você pode tanto levar uma garrafa para casa ou escolher um vinho para acompanhar a refeição sem nenhum custo adicional.

Da França à Itália, o Domenico Ristorante (R. Dr. Melo Alves, 674, Jd. Paulista, 3037-7323) promete ser uma excelente novidade, a julgar pelo talento na cozinha. O jovem chef prodígio italiano Rodolfo Santis saiu do Biondi, no mês passado, para assumir esse restaurante discreto, dedicado à culinária do sul da Itália com inspiração no próprio dono, o siciliano Domenico Mira.

Por fim, o Éclat (R. Marcos Lopes, 180, V. Nova Conceição, 2337-8810, eclatrestaurante.com.br) é um restaurante recém-aberto cujo menu internacional traz toques brasileiros. Encontre uma mesa no salão de paredes turquesa, sob uma grande réplica de Da Vinci no teto, e se divirta com os bolinhos fritos de pirarucu da Amazônia, seguidos por um nhoque de batata-doce com ragu de carne.

Escrito por Catherine Balston
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