Time Out São Paulo

Bravin

O lugar ideal para um encontro intimista regado a vinho

Bravin

Preço Prato principal, R$ 43-R$ 77; couvert, R$ 7.

Horário de abertura Seg. a qui., 19h-1h; sex. e sáb., 19h-1h30.

R. Mato Grosso, 154, Consolação

Telefone 2659-2525


Está escuro, é tarde e estamos a pé. O caminho pela rua é deserto e pouco iluminado, com os muros cinzas do Cemitério da Consolação à nossa esquerda. Estamos na ‘Consoleta’, região carinhosamente batizada assim pelo jornal O Estado de S.Paulo, em 2008, quando o bairro começou a pipocar com a abertura de bons restaurantes. Estamos em nossa busca pelo Bravin, instalado no mesmo endereço onde funcionou o saudoso Anita, que servia um delicioso ‘frango de televisão’.

Assim como os arredores e sua própria história – a casa também já foi um bordel –, o Bravin tem um quê de ilícito. Soma-se a isso o tamanho intimista e a decoração elegante – tetos com papel de parede escuro e móveis clássicos ao estilo dos anos 1950 –, e temos o lugar ideal para um encontro tarde da noite. Mas o destaque aqui é mesmo o vinho.

Funciona assim: não há carta, apenas uma seleção de cerca de 20 rótulos abertos por noite, com um preço fixo de R$ 21 por taça para brancos e de R$ 22 para tintos. Ao pedir uma das opções de taça da noite, ela é então servida em um minidecantador de 250ml, que pode ser dividida em duas, resultando na dose ideal para acompanhar cada prato. É uma abordagem ousada e auxiliada por uma adega interessante, com um rodízio frequente de rótulos, e onde os clientes que querem uma garrafa, e não uma taça, podem dar uma olhada. A proprietária é Daniela Bravin, que ficou conhecida como uma das sommeliers mais aventureiras da cidade ao trabalhar com o restaurateur Benny Novak antes de montar o Bravin, no início de 2012. Sempre alerta, atenciosa e não parecendo em nada com os sommeliers mais tradicionais (tem o cabelo raspado e é toda tatuada), Bravin circula pelas mesas, anota pedidos e explica a seleção do dia com um charme natural.

Optamos pelo gravlax (salmão curado, R$ 26) como entrada – que ganhou do coquetel de camarão, outro prato típico dos jantares da década de 1980. Dividimos uma taça de um Chardonnay maduro para acompanhar as grossas fatias de salmão, servidas com ervas, pepino e creme cítrico. Os pratos principais aqui são substanciosos e despretensiosos. Fomos convencidos a pedir uma taça de Cientruenos Garnacha 2010, de Navarra, para acompanhar uma tigela de pappardelle com ragú de cordeiro (R$ 38), nada extraordinária. Por outro lado, o excelente pescoço de cordeiro braseado veio em tiras tenras, sobre um risoto de ervilha (R$ 49) e com os tomates-cereja contrastando com o salame de erva-doce. E encerramos com um licor no estiloso bar do andar de baixo.

18 Fev 2013.

Escrito por Catherine Balston
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