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Puzzle

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Puzzle

R$24

Data 07 Nov 2013-22 Dez 2013

Horário de abertura ‘Puzzel A’, qui., 21h; 120 min. ‘Puzzle B’, sex., sáb., dom., 20h; 180 min. ‘Puzzle C’, dom., 18h; 90 min.

Teatro Paulo Autran
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros

Telefone 3095-9400

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Faria Lima

Uma compilação de 15 textos dos escritores brasileiros contemporâneos preferidos do diretor Felipe Hirsch foi o recorte escolhido por ele para montar a peça Puzzle, criada especialmente para a Feira do Livro de Frankfurt, no ano em que o Brasil foi homenageado.

Passado o evento na Alemanha, a peça chega ao Sesc Pinheiros para autores como André Sant’Anna, Bernardo Carvalho, Dalton Trevisan, Jorge Mautner e Juliano Garcia Pessanha serem acessados a uma só vez. Pelas mãos de Hirsch, tais autores servem de base para uma de suas obras mais politizadas que busca retratar, seja pelo humor ou pelo lirismo, as questões sociais de um Brasil que se colocou nas ruas desde junho.

Dividida em três partes – Puzzle A, Puzzle B e Puzzle C que, embora não sejam complementares, têm um fio condutor em comum –, cada uma será encenada em dias alternados. A primeira delas traz uma partitura formada por Dalton Trevisan (autor já encenado pela Sutil Cia. de Teatro da qual Hirsch é diretor), além de Carvalho, Sant’Anna, Nelson de Oliveira, Mautner e Paulo Leminski. Em duas horas de encenação, a discussão permeia o fim da delicadeza e introduz a cena social e literária brasileira.

A peça seguinte mantém a temática social e faz uma dura crítica à classe média – em especial, a que habita o bairro nobre do Itaim, na capital paulista – e aos novos ricos paulistanos, com textos de Sant’Anna, Augusto de Campos e Julio Plaza. A terceira e mais curta entre elas, com 90 minutos de duração, é a responsável pela experiência mais sensorial. Nela, são tratadas de maneira mais lírica o ato próprio da leitura e da escrita, com o retalho a partir de textos de Veronica Stigger, Rodrigo Lacerda, Juliano Garcia Pessanha e Amilcar Bettega Barbosa – deste último vem o título da peça, cujo conto O Puzzle – Fragmento, Suíte e Fim também serviu de inspiração.

Esta é a primeira vez em que a cia. Sutil não integra a obra de Hirsch. Entram em cena outros grandes atores do teatro brasileiro, como Georgette Faddel, uma das principais atrizes de sua geração, Felipe Rocha, Isabel Teixeira, premiada com o Shell de 2008 pela belíssima (e inesquecível) encenação de Rainhas, Luna Martinelli, Magali Biff, Marat Descartes, Rodrigo Bolzan e Rafael Coutinho.

A cenografia leva, mais uma vez, a assinatura da parceria de Daniela Thomas, já há muito consolidada com a Sutil, agora aliada a Felipe Tassara. Para um país retratado por Hirsch como “complexo, intraduzível, isolado, anestesiado”, nos resta ver tal partitura tomada por papel branco e tinta preta e as nuances que serão ditadas na imaginação do espectador.

Escrito por Evelin Fomin
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