O Homem de La Mancha

24 Jun 2015-28 Jun 2015

João Caldas/Divulgação
O ator Cleto Baccic como D. Quixote/Cervantes

Este evento terminou

O musical dirigido por Miguel Falabella – com texto original de Dale Wasserman, músicas de Mitch Leigh e letras de Joe Darion – é uma encenação original e surpreendente, que chega 42 anos após a primeira temporada brasileira de O Homem de La Mancha, dirigida por Flávio Rangel, em 1972.

A versão dá uma cara brasileira ao clássico mundial. Nela, ao ser encaminhado para internação em um manicômio brasileiro no final dos anos 1930, um paciente apresenta-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator de teatro e coletor de impostos. Ele é abordado pelo Governador, um louco que comanda os internos do hospital. O grupo ataca seus pertences e lhe subtraem suas poucas posses. Cervantes se preocupa apenas com um manuscrito, que é arremessado entre eles. Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver seu manuscrito, o Governador instala um julgamento.

Cervantes organiza sua defesa convidando os loucos a encenarem com ele uma peça de teatro. A história retratada na peça é a de D. Alonso Quijana, um velho fazendeiro aposentado, ávido leitor, desgostoso com os maus-tratos dos homens para com seus semelhantes. Melancólico com as injustiças do mundo e tomado pela loucura, imagina ser D. Quixote Senhor de La Mancha, um Cavaleiro Errante, atrás de aventuras que lhe permitam combater o mal, assistir os indefesos e praticar o bem.

“Meu Quixote é brasileiro! Assim, a tênue fronteira entre a loucura e o sonho impossível encontra a inspiração ideal na história e na arte de Arthur Bispo do Rosário”, antecipa Falabella sobre sua montagem.

Inspiração brasileira para um clássico mundial - O marinheiro sergipano Bispo do Rosário foi internado na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, em 1938, e lá permaneceu por 50 anos, até sua morte, em 1988. Poucos anos antes, algumas pessoas tiveram acesso à sua arte. Autodidata, jamais se considerou um artista plástico. A primeira exposição de sua obra foi organizada por Lígia Clark, em 1989. Bispo tinha uma missão: apresentar a Deus o mundo e suas coisas, no dia do Juízo Final. Produziu bordados de imagens e de escritos, mumificou objetos com linhas azuis descoloridas, construiu inúmeros painéis de seriação de objetos do cotidiano, em composições abstratas.

Sua obra encontra-se intacta, sob a curadoria do Museu de Arte Contemporânea Arthur Bispo do Rosário, na Colônia Juliano Moreira. Dezenas de exposições no Brasil e no mundo já exibiram sua extensa produção, destacando-se o Gugenhein Museum, de Nova Iorque, o Victoria and Albert Museum, em Londres, a Bienalle di Venezia, na Itália e a Bienal de São Paulo. Seu trabalho, frequentemente comparado a Marcel Duchamp e Andy Warhol, é considerado um dos pilares da arte contemporânea brasileira, e seus traços podem ser observados na produção de diversos artistas plásticos da atualidade.

*Ingressos gratuitos reservados online pelo site sesisp.org.br. Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.

Serviço

Teatro do Sesi


Endereço Avenida Paulista 1313

Jardim Paulista, São Paulo

Telefone (11) 3146 7000

Site de Teatro do Sesi

Data 24 Jun 2015-28 Jun 2015

Horário de abertura Qua. a sex., 21h; sáb., 17h e 21h; Dom., 19h.

Mapa


     Se o mapa ou detalhes deste estabelecimento estão incorretos, entre em contato

Comentários dos leitores

blog comments powered by Disqus
 

© 2011 - 2016 Time Out Group Ltd. All rights reserved. All material on this site is © Time Out.