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Nó na Garganta e Meu Deus...

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Nó na Garganta e Meu Deus...

Preço de R$ 15 até R$ 30

Data 26 Ago-29 Out

Horário de abertura 'Nó na Garganta': sáb., 19h; 'Meu Deus...': dom., 18h.

Estação Satyros
Praça Franklin Roosevelt, 134, Centro

Telefone 3258-6345

A tecnologia e as redes sociais aproximam as pessoas ou acabam por deixa-las ainda mais distantes? Como o nosso comportamento, após a chegada do universo virtual, se relaciona com a existência divina? Essas e outras indagações, em cima desta temática, motivaram as pesquisas que o diretor e dramaturgo Ronaldo Fernandes, das cias santistas Grupo Tescom e Trilha de Teatro vem desenvolvendo nos últimos anos. O resultado das investigações pode ser visto na mostra especial no Espaço dos Satyros, até o dia 29 de outubro, com a apresentação dos espetáculos 'Nó na Garganta' e 'Meu Deus...'.

Com texto e direção assinados por Ronaldo Fernandes, os espetáculos têm como base de pesquisa os trabalhos de filósofos europeus de gerações distintas, mas que, ao longo da investigação, acabaram convergindo, por conta da conexão com o mundo virtual.

'Nó na Garganta' tem como ponto de partida a pesquisa sobre a obra 'Amor Líquido', do filósofo polonês Zygmunt Bauman (1925-2017). “Bauman analisa as relações amorosas dentro do que ele chama de ‘modernidade liquida’, ou seja, tempos em que nada dura, nada permanece, onde tudo muda muito frequentemente, como as relações que não duram, não permanecem como antigamente”, conta Fernandes. Completando a imersão no tema das redes sociais e tecnologia para 'Nó na Garganta', o diretor e os grupos também realizaram várias vivências com diferentes aplicativos de relacionamento.

Já em 'Meu Deus...', os estudos partiram da afirmação do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), de que “Deus está morto” e também de estudos do psiquiatra americano Daniel J. Siegel sobre os efeitos dos programas de mensageria instantânea nos cérebro dos adolescentes. O diretor e dramaturgo explica: “Para Nietzsche, o homem, na busca por sua segurança metafísica, cria a convicção de ver Deus como objeto último de sua esperança. Porém, ao defendermos que Deus também é o homem, a morte de Deus trazida por Nietzsche, representa também a morte desse homem. É esse o mote: quem muda o mundo somos nós mesmos, não adianta apelar apenas para o divino, mas é preciso agir”. Por fim, Fernandes ressalta, conforme um dos estudos de Daniel Siegel, que o espetáculo foca em como a superficialidade das redes sociais pode amortecer os nossos sentimentos.

Escrito por Time Out São Paulo editors
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