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São Paulo Companhia de Dança

Cia de dança oficial do Estado sobe em palco paulistano depois de temporada na Europa

Sejamos bem honestos. É muito raro, é raríssimo, eu diria, apreciar iniciativas que venham do governo. Ou melhor: não olhar com desconfiança para uma ideia que parte do Estado é uma opção inexistente para nós como população brasileira. Mas ao falarmos sobre a São Paulo Companhia de Dança (SPCD), sem que se entre em polêmicas sobre suas origens, aparece diante de nossos olhos a mais bela das exceções.

De fato, não há como negar suas realizações em apenas cinco anos de vida. A começar pelas apresentações a preços populares de espetáculos que já são avaliados dentre os das melhores companhias da América Latina. Oferecer qualidade com ingressos que raramente ultrapassam os R$ 20 é o mínimo que se espera de iniciativas com o dinheiro público. Mas não sejamos ranzinzas e mantenhamos o foco.

De 2008, quando ela surgiu, para cá, mais de 300 apresentações foram realizadas em 45 cidades do Brasil e de outros quatro países, atingindo um público de 300 mil pessoas. Além disso, sob a gestão da ex-bailarina Inês Bogéa, a cia. lançou 21 documentários da série ‘Figuras da Dança’, um registro histórico importante de personalidades da dança de todo o Brasil, obra que vem sendo elogiada por críticos brasileiros e estrangeiros.

Desde o ano passado, a SPCD também leva adiante o projeto Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, em que criadores são convidados a desenvolver coreografias para o elenco com duração de cerca de 10 minutos.

A cia. oficial do Estado sobe em palco paulistano depois de temporada em turnê pela Alemanha e Áustria, realizada entre abril e maio. A programação de 2013 conta com 14 coreografias ao todo, sendo cinco estreias. O ciclo é fechado pela coreografia do italiano Giovanni de Palma, que teve a missão de trabalhar uma versão do clássico Romeu e Julieta (de 21 a 24/11) – a primeira encenação narrativa da SPCD. Esta será apresentada somente em novembro. De Palma, que tem passagens como bailarino pelo Ballet de L’Opera de Nice, na França, e pelo Dresden Ballet, na Alemanha, tem entre suas especialidades a remontagem de clássicos para cias. pelo mundo.

Willian Aguiar/Divulgação


Dentre as contribuições brasileiras estão uma de Ana Vitória Freire, que chega em dezembro. A coreografia fez parte do programa Ateliê de Coreógrafos Brasileiros. A temporada montada pela SPCD tem, a cada estreia, a encenação de uma coreografia inédita. Assim você não deixa de apreciar um espetáculo já consolidado da cia. e tem a oportunidade de tirar suas próprias conclusões sobre o trabalho desenvolvido desde 2008. Se depender da crítica, vai de vento em popa.

Teatro Sérgio Cardoso R. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, 3288-0136. Programação completa no site apaacultural.org.br/sergiocardoso

Escrito por Evelin Fomin
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