Time Out Viagem

Circuito a pé

Explore Buenos Aires da melhor maneira: caminhando

Caminhada História e Cafeína

Começo: Plaza San Martín
Fim: Plaza del Congreso
Distância: Dois quilômetros

Que tipo de caminhada deixa você com tanto gás no final quanto no começo?
Resposta: uma caminhada com café.

Este passeio o levará a alguns dos mais famosos edifícios, ruas e praças de BsAs, e para muitos dos históricos cafés da cidade. Comece bem cedo, sob a estátua eqüestre do General José de San Martín, na praça que leva seu nome. Você pode conferir a hora da saída pelo relógio da Torre de los Ingleses (Torre dos Ingleses), a leste da praça. Caminhe rumo ao sul pela Florida, principal rua de pedestres da cidade. Você irá passar por dois ícones do comércio porteño, um falecido (a velha loja da Harrods no no. 887) e outro bem saudável (Galerías Pacífico no no. 737, com seus impressionantes afrescos no teto). Tome seu primeiro café no Florida Garden no no. 899.

Aqui era o local de reunião de artistas do influente grupo Di Tella, nos anos 1960. Agora seus clientes são principalmente executivos e turistas. Mastigue uma medialuna (croissant) e medite um pouco sobre a comercialização da arte. Comece a queimar as calorias subindo a Florida em direção à Avenida Corrientes. Tome um outro cortado na Confitería Richmond, um café com jeito de clube, cheio de aprumados senhores lendo jornal. Retome a Florida, cruzando a Avenida Corrientes, a mítica “rua que nunca dorme”. O trecho seguinte da Florida tem diversos pontos interessantes. Procure a Galería Güemes no no. 165, o primeiro centro de compras da cidade. Quem gosta de livros pode parar na livraria El Ateneo, no no. 340. Dobrando à esquerda na Roque Sáenz Peña (mais conhecida como Diagonal Norte), você chega à Plaza de Mayo. Circunde a praça no sentido horário, passando pela Catedral Metropolitana, pelo Banco de la Nación e pela Casa Rosada. Saia da praça pela Avenida de Mayo e peça um café con leche na London City, no no. 599.

O famoso autor Julio Cortázar fez deste vibrante café o cenário do capítulo de abertura de seu romance Los Premios. Três quarteirões adiante fica o Café Tortoni, o mais famoso de BsAs. Serve café aos literati da cidade desde 1858. Continue a subir a Avenida de Mayo, atravessando o grande cânion de asfalto da 9 de Julio. Ao passar a estátua de Don Quixote, você chegará ao Castelar Hotel no no. 1152 , onde Federico García Lorca morou entre 1933 e 1934. Você pode imitar a velha rotina de Lorca, dando um pulo no Café Los 36 Billares no no. 1317. Agora faltam apenas três quarteirões até a Plaza del Congreso. Admire as curvas e protuberâncias dignas de Gaudí do Palacio Barolo, e depois se acomode para sua última xícara no Café Literario Osvaldo Bayer, na margem sul da praça, administrado pelas Mães da Plaza de Mayo. Complete sua odisséia em frente ao Palacio del Congreso. As 72 mesas do Senado têm um botão para chamar diretamente ao local onde servem o café.


Caminhada Mansões...

Início: Embaixada da França, Recoleta.
Fim: Embaixada britânica, Recoleta.
Distância: 1,5 quilômetro.

A Recoleta tem alguns dos edifícios mais bonitos da cidade. Nesta caminhada pelo bairro você verá muitos deles. Comece na Embaixada da França, na esquina da Cerrito com a Arroyo (Cerrito 1399). Este bonito edifício belle époque de 1912 se debruça sobre a Avenida 9 de Julio. Dizem que a Prefeitura queria demoli-lo quando a avenida estava sendo ampliada, mas os franceses montaram uma résistance e o edifício sobreviveu. Caminhe até onde a rua Arroyo se transforma na Avenida Alvear e irá encontrar outra encantadora embaixada à esquerda, na Arroyo 1133. A sede diplomática brasileira, no Palacio Pereda, incorpora elaboradas colunas coríntias e tem exterior mais exuberante que a francesa.

Mais abaixo da impecavelmente limpa Avenida Alvear, o Banco Alvear, à direita, é outro exemplo do neoclassicismo francês que caracteriza a região. Na mesma rua, a Nunciatura Apostolica (No.1637) é de 1907 e foi residência do então presidente Marcelo T. de Alvear. Hospedou também vários papas. Bem ao lado ficam as impressionantes linhas curvas do Palacio Duhau (No.1661), atualmente a fachada do Park Hyatt Hotel. As colunas dóricas amarelas e o imponente jardim dominam a rua, mas a fachada francesa é tudo o que resta do edifício original, construído em 1934 pelo arquiteto francês Leon Dourge.

Fazendo um claro contraste com o resto da rua, a neogótica Residencia Maguire (No.1683) se parece mais com a casa da Família Addams do que com os palacetes franceses vizinhos. Seu aspecto sombrio tem detalhes maravilhosos e estranhos, inclusive alguns toques marítimos, como a proa de barco acima da porta e uma concha art déco estranhamente incongruente, tudo como parte desta mistura de tijolos de 1890. Do outro lado da rua, a Casa Nacional de Cultura exibe uma colcha de retalhos semelhante, mas é infinitamente menos sombria. Mais adiante, a loja do Emporio Armani (no. 1750) é uma mansão recauchutada, com enormes janelas e paredes de vidro que dão um toque moderno à fachada antiquada.

Dois números abaixo, o melhor destaque da muito mais enfeitada loja da Ralph Lauren é o delicioso terraço barroco. Continue o passeio com o neoclássico Alvear Palace Hotel (no. 1891): dê uma olhada no luxo interior, com candelabros. Construído em 1932, diversas autoridades visitantes hospedaram-se nele. Na esquina da Alvear com a Schiaffino, vire à esquerda na Pte Eduardo Victor Haedo e pegue a ruela que dá na esquina da Quintana com a Ortíz, onde passará pelo lendário café La Biela. Vire à direita e passe pelo gramado, orientando-se pela torre branca da Basílica Nuestra Señora del Pilar. Para um momento de calma, abrigue- se no enfeitado interior e respire fundo em uma das mais antigas igrejas da cidade. De novo lá fora, vire à direita ao sair e, deixando o cemitério à sua direita, siga o velho muro até depois do Village Recoleta Centre.

Caia para a esquerda na Azcuénaga, onde o edifício da Facultad de Ingeniería, com sua aparência ameaçadora, surge enorme em Las Heras. Esta imensa estrutura neogótica, que agora abriga um museu de ciência e tecnologia, foi construída em 1912. Virando à direita em Las Heras, você estará a poucos passos da rua General Gelly y Obes, um agradável caminho de paralelepípedos cercado de árvores que leva por uma leve ladeira até uma pequena praça. Com a Biblioteca Nacional aparecendo pelas ruas estreitas à esquerda, você se verá diante de nosso destino diplomático final, a Embaixada Britânica (no. 2333) no topo da subida. Como você dificilmente será convidado a visitar os espetaculares jardins deste aconchegante refúgio diplomático, terá que se contentar com a agradável vista dos verdes parques da Recoleta que se tem daqui.


Caminhada Pise na grama

Partida e chegada: Plaza Italia, Palermo.
Distância: 3,5 quilômetros.

Basta passar um tempo no congestionado centro de Buenos Aires para se perguntar se a cidade não deveria ser rebatizada. Para realmente respirar “bons ares”, você precisa ir para o norte, para os parques e jardins de Palermo. Esta caminhada o levará por alguns dos mais atraentes locais desta parte bucólica da cidade. Divague o quanto puder; cheire as rosas pelo caminho. Comece na Plaza Italia. Você não vai gostar de se demorar por aqui: é um dos cruzamentos mais barulhentos da cidade e muito diferente dos paraísos que pontilham a maior parte da região. Vá para leste pela Avenida Santa Fe, em direção ao centro. Virando à esquerda na República Arabe Siria, e depois à esquerda novamente na Avenida Las Heras, estará margeando o Jardín Botánico Carlos Thays.

Fontes, orquídeas, cactos, samambaias, árvores e arbustos espetaculares o tornam um paraíso para quem gosta de jardinagem. Os monumentos incluem uma Vênus, uma Saturnália e um Rômulo e Remo, e há uma biblioteca botânica, mas a principal atração é a calma oferecida por este pequeno triângulo protegido pela vegetação. Ao se dirigir para nordeste, pela República de la India, a calma é interrompida pelos uivos e ganidos do Jardín Zoológico, à esquerda. À direita fica o exclusivo Palermo Chico, moradia de diplomatas, estrelas de TV e executivos estrangeiros. É um lugar tranqüilo, embora sem muita personalidade. Virando à esquerda na movimentada Avenida del Libertador, você começará a passar pelo Parque Tres de Febrero.

O parque (às vezes chamado de Bosques de Palermo) recebeu o nome em homenagem ao dia de 1852 em que as forças do General Urquiza derrotaram o despótico General Rosas na batalha de Monte Caseros. Usando um terreno que foi de Rosas, o presidente Sarmiento – que arrasou a mansão – imaginou o parque como uma forma de tornar BsAs mais parecida com as capitais da Europa. Estátuas de um vigoroso Rosas e um pouco amistoso Sarmiento se enfrentam no cruzamento da Libertador com a Sarmiento, estando o monumento deste último (de Auguste Rodin) localizado onde antes ficava a casa que foi derrubada. Continuando pela Avenida Casares e depois pela Avenida Berro, você passará por um outro lugar para fãs de plantas: o Jardín Japonés.

O jardim é cheio de lagos artificiais com carpas gigantes antropomórficas e pontes decoradas. No pagode, uma casa de chá serve chá verde e bolo de dia e um excelente restaurante japonês abre à noite. As espécies incluem pinheiro negro, sakura e ginkgo, e há exposições de bonsai. Encerrado seu momento zen, continue atravessando o parque até a Avenida Berro e, depois, a Infanta Isabel. Os destaques desse trecho incluem o delicioso Rosedal (roseiral com entrada pelas Avenidas Iraola e Puerto Montt), o Jardín de los Poetas, com suas fontes tranqüilas rodeadas de bustos dos grandes da literatura, um adorável Patio Andaluz azulejado e uma pérgula perto do lago. Nestes espaços, procure pássaros nativos, como o hornero (joão de barro, que faz ninhos em forma de forno) e o amarelo e preto cabecita negra, para não citar o pardal trazido da Europa por Sarmiento como outra presença “civilizadora”.

Outra opção é passear no lago. Voltando à Avenida del Libertador, caminhe pelo sul do parque até o Monumento de los Españoles . Você terá a Plaza Italia à vista de novo, na extremidade sul da ampla e parisiense Avenida Sarmiento. À direita fica o maior centro de exposições da cidade, o Predio La Rural, que abriga duas das mais importantes feiras anuais de BsAs: a Feria del Libro (Feira do Livro), em junho, e a feira de agricultura La Rural, em agosto .

Escrito por Time Out Viagem editors
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