Time Out Viagem

Atrações

Deixe o mapa dentro da mochila e siga sua intuição

Paris é a cidade perfeita para os turistas. Não só porque tem muito o que ver – história, monumentos, museus e a comida – mas também porque o balaio onde está tudo isso tem uma dimensão absolutamente administrável. É possível ter uma boa noção de Paris em apenas um dia – o que não se pode dizer sobre muitas outras capitais do mundo. Mas como a sua famosa beleza não vale a pena ir para todo e qualquer canto da cidade, há algumas ruas que não merecem a visita.

Caminhar: esse é o segredo. O metrô de Paris é o campeão mundial de rede de transporte público e merece ser usado; os ônibus locais são limpos, freqüentes e baratos; e há diversas visitas guiadas que levam você pela cidade. Se quiser, e se tiver tempo, experimente todas elas. Mas a verdade é que você tem mais chance de sentir o coração da cidade bater se sair por aí caminhando, se bater perna entre as pessoas que moram e trabalham nela; só assim vai conseguir ver os clichês da ‘cidade-museu’ como eles realmente são. Paris está viva, próspera: é a prova de que uma cidade pode amar as novidades do mundo contemporâneo sem esquecer – ou fossilizar – seu passado.

Seus 20 bairros estão dispostos em espiral, do centro para fora, no sentido horário, em ordem crescente, a partir do Louvre. Esses são os arrondissements, as peças que juntas formam o quebra-cabeça – comparado pelo romancista Julein Green aos modelos clínicos do cérebro humano, em que cada peça tem a sua conotação. O 5º é intelectual; o 6º, chique; o 16º, influente e convencional; 18º, 19º, 20º, alegres e multiculturais.

Certo ou errado, os moradores sempre revelam onde moram quando se encontram pela primeira vez. E muitos dirão que Paris não é uma cidade, mas um conjunto de vilarejos distintos.


Jardin & Palais du Luxembourg

pl Auguste-Comte, pl Edmond-Rostand ou rue de Vaugirard, 6º (01.42.34.23.89/ senat.fr/visite). Mº Odéon/RER Luxembourg. Aberto Jardim verão, 8h/anoitecer; inverno; 9h/anoitecer
O palácio foi construído em 1620 para Marie de Médicis, viúva de Henrique IV, por Salomon de Brosse no lugar da antiga mansão do Duque de Luxemburgo. Seu estilo italiante, com colunas maneiristas, foi escolhido para lembrá-la do Palácio Pitti, em Florença. Em 1621, pediu a Rubens que fizesse 24 pinturas para o palácio em homenagem à sua vida, que estão hoje no Louvre. Retrabalhado por Chalgrin no século 18, o palácio abriga hoje a câmara alta do Parlamento francês, o Senado (aberto para visitas guiadas ou nas Journées du Patrimoine;. A mansão ao lado (Le Petit Luxembourg) é a residência do presidente do Senado.


Centre Pompidou (Musée National d’Art Moderne)

rue St-Martin, 4º (01.44.78.12.33/ centrepompidou.fr). Mº Hôtel de Ville ou Rambuteau. Aberto 2ª, 4ª a dom., 11h/21h (última entrada 20h); até 23h em algumas exposições.  Cc AmEx, DC, MC, V
As cores, os tubos expostos e os dutos de ar aparentes fazem deste um dos mais conhecidos símbolos de Paris. Na época ainda desconhecida, a dupla de arquitetos ítalo-inglesa, Renzo Piano e Richard Rogers ganhou o concurso com o projeto caldeira ‘de dentro para fora’, que colocava para fora os dutos de ar-condicionado, tubos, elevadores e escadas rolantes, deixando dentro um espaço livre.


Musée d’Orsay

1 rue de la Légion-d'Honneur, 7° (01.40.49.48.14/ informações gravadas, 01.45.49.11.11/ museeorsay.fr). Mº Solférino/RER Musée d'Orsay. Entrada 3ª, 4ª, 6ª e sáb., 10h/18h (jun-set, 9h/18h); 5ª, 10h/21h30 (jun-set, 9h/21h30; dom., 9h/18h). Cc Loja MC, V
O prédio era originalmente uma estação de trem projetada por Victor Laloux para a Exposition Universelle de 1900. As plataformas eram muito pequenas para os trens modernos e, por volta de 1950, a estação corria o risco de ser demolida; tornou-se então um teatro (o Renaud-Barrault), onde foram rodadas cenas no filme O Processo, de Orson Welles. A estação foi salva no final dos anos 1970, quando o presidente Giscard d’Estaing decidiu transformá-la em um museu para expor as obras do fértil período entre 1848 e 1914 (o pintor Edouard Détaille dizia que parecia um palácio de belas artes quando foi construído).


O Louvre

Rue de Rivoli, 1º (01.40.20.50.50/informações gravadas 01.40.20.51.51/acesso a deficientes 01.40.20.59.90/ louvre.fr). Mº Palais Royal Musée du Louvre ou Louvre Rivoli. Aberto 2ª, 5ª, sáb. e dom., 9h/18h; 4ª e 6ª, 9h/21h45. Cc MC, V.
Pegue um mapa no balcão de informações. O museu é dividido em três alas: Denon (ao lado do Sena); Richelieu (ao lado da Rivoli); e Sully, que une as duas e segue pelo Cour Carrée. As oito coleções têm cores diferentes nos mapas, e a sinalização indica o caminho para as exposições mais visitadas.


Torre Eiffel

Champ de Mars, 7° (01.44.11.23.45/informações gravadas 01.44.11.23.23/ toureiffel.paris). Mº Bir- Hakeim/RER Champ de Mars Tour Eiffel. Aberto 14 jun-31 ago, 9h/0h; 1 set-3 jun, 9h30/23h. Cc AmEx, MC, V.
Nenhum outro prédio simboliza mais Paris do que a Torre Eiffel. Maupassant disse que foi embora de Paris por causa dela; William Morris a visitava diariamente para poder evitá-la à distância. Era para ser um estrutura provisória: a torre de ferro fundido foi construída para a Feira Mundial de 1889 pelo engenheiro Gustave Eiffel (cuja construtora ainda existe). Eiffel usou tecnologia de ponta, já popular nos prédios com estrutura de ferro. A construção levou mais de dois anos e consumiu cerca de 18 mil peças de metal e 2,5 milhões de rebites.


Musée National Picasso

Hôtel Salé, 5 rue de Thorigny, 3º (01.42.71.25.21/ musee-picasso.fr). Mº Chemin Vert ou St-Paul. Aberto out-mar, 2ª, 4ª a 6ª, 9h30/17h30; abr-set, 2ª, 4ª a dom., 9h30/18h. Cc Loja AmEx, MC, V.
O impressionante legado do gênio foi comprado pelo Estado com os impostos sobre herança e está exposto em uma grande mansão do Marais. A coleção mostra todas as fases da longa e variada carreira de Picasso, revelando sua contínua criatividade e senso de humor. Entre as obras-primas estão um auto-retrato do período azul, estudos para Les Demoiselles d'Avignon, Paul como Arlequin, suas fases cubista e clássica, o surreal Mulher na Poltrona, fotos da praia dos anos 1920, tableauxreliefs cobertos de areia, retratos das modelos Marie- Thérèse e Dora Maar e até as pinturas obcenas de artistas e modelos dos últimos anos. Nos meses quentes o café é aberto lá fora e tem também uma livraria razoável.


Place des Vosges

4º. Mº St-Paul.
Foi a primeira praça planejada de Paris (junto com a contemporânea Place Dauphine), encomendada por Henrique IV e inagurada por seu filho, Luís XIII, em 1612. Intimista, com harmoniosas fachadas de tijosos e pedra e telhados inclinados de ardósia, é bem diferente da pompa da Paris dos Bourbon. Projetada simetricamente, com passagem para carruagens no Pavillon de la Reine, ao norte, e no Pavillon du Roi, ao sul. Os outros lotes foram vendidos como concessão para os oficiais da realeza e nobres (a fachada foi feita com uma imitação de tijolo). Originalmente chamada place Royale, seu nome data da época das guerras napoleônicas, quando a região de Vosges foi a primeira da França a pagar seus impostos de guerra. Mme de Sévigné, hostess e escritora de cartas, nasceu no número 1bis, em 1626. Naquele tempo, os jardins eram palco de duelos e encontros; hoje atrai crianças da escola da região.


Le Panthéon

pl du Panthéon, 5º (01.44.32.18.00). Mº Cardinal Lemoine/RER Luxembourg. Aberto diariamente 10h/17h15 (até 17h45 no verão).  Cc. MC, V.
A megaestrutura neoclássica de Soufflot, com seu imenso domo, foi o grand projet arquitetônico daquele tempo, encomendado por Luís VX – uma forma bastante apropriada de agradecer a Ste Geneviève por sua cura. Mas quando ficou pronto, em 1790, muita coisa havia mudado. Durante a Revolução Francesa, o Panthéon foi considerado o ‘templo da razão’ e o local de descanso dos grandes homens da nação. A austera cripta abobadada abriga Voltaire, Rousseau, Victor Hugo e Zola; também chegam novos heróis, mas é raro: os restos de Pierre e Marie Curie foram transferidos para cá em 1995. André Malraux, escritor, herói da Resistência e ministro da Cultura de Charles de Gaulle, chegou em 1996; Alexandre Dumas, em 2002.


Cimetière du Père-Lachaise

bd de Ménilmontant, 20º (01.55.25.82.10). Mº Père- Lachaise. Aberto 6 nov/15 mar, 2ª a 6ª, 8h/17h30; sáb., 8h30/17h30, dom. e feriados, 9h/17h30. 16 mar/5 nov 2ª a 6ª, 8h/18h; sáb., 8h3/18h; dom. e feriados, 9h/18h.
Oscar Wilde, Colette e Edith Piaf moram aqui entre milhares de túmulos, no enorme e principal cemitério da cidade.


Maison de Balzac

47 rue Raynouard, 16º (01.55.74.41.80/ paris.fr/musees). Mº Passy. Aberto 3ª a dom., 10h/18h. Fecha feriados. Entrada grátis. Cc MC, V.
Em 1840, Honoré de Balzac alugou esta casa para escapar dos credores; rapidamente criou uma senha para distinguir seus amigos dos cobradores. Convertida em museu, tem uma coleção de objetos relacionados à vida e ao trabalho do escritor espalhada pelos vários andares. Embora a exposição seja fria, os jardins dão uma idéia das villas que existiam aqui quando Passy era uma região elegante no século 19.


Jardin des Tuileries

rue de Rivoli, 1º. Mº Tuileries ou Concorde. Aberto 7h30/19h.
Entre o Louvre e a place de la Concorde, as alamedas do jardim – batizado por causa das fábricas de telhas (tile) que existiam aqui na Idade Média – proporciona um elegante passeio. Aberto ao público no século 16, continua sendo um lugar de entretenimento, com atrações de verão ao longo da rue de Rivoli.


Musée Marmottan – Claude Monet

2 rue Louis-Boilly, 16º (01.44.96.50.33/ marmottan.com). Mº La Muette. Aberto 3ª a dom., 10h/18h (última entrada 17h30). Cc MC, V.
Originalmente um museu do Império deixado para o Estado pelo colecionador Paul Marmottan, este antigo pavilhão de caça tornou-se famoso por abrigar obras impressionistas, vindas de dois doadores: a filha do médico de Manet, Monet, Pisarro, Sisley e Renoir; e depois o filho de Monet, Michel. O acervo de Monet, o maior do mundo, tem 165 obras, inclusive Impression Soleil Levant – além de rascunhos, paletas e fotos.


Musée National Rodin

Hôtel Biron, 77 rue de Varenne, 7° (01.44.18.61.10/ musee-rodin.fr). Mº Varenne. Aberto abr-set, 3 a dom., 9h30/17h15 (jardins até 6h45); out-mar, 3ª a dom., 9h30/4h15 (jardins até 17h). ECc MC, V.
O Museu Rodin ocupa o hôtel particulier onde o escultor viveu no final da vida. O Beijo, A Catedral, O Homem que Anda, bustos e cerâmicas estão expostos no interior, assim como muitas das figuras individuais e grupos que também aparecem na Porta do Inferno. As obras de Rodin estão acompanhadas de várias peças de sua aluna e amante, Camille Claudel. Nas paredes, há quadros de Van Gogh, Monet, Renoir, Carrière e do próprio Rodin.

Escrito por Time Out Viagem editors
Compartilhe

Comentários dos leitores

blog comments powered by Disqus

Outras notícias recomendadas

SP a Minas de carro

7 lugares incríveis para conhecer em Tóquio

Tailândia de norte a sul